A oposição intensifica as críticas ao presidente do Congresso Nacional, que vê seus aliados ameaçados nas urnas e sua influência fragilizada para 2027.
O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que está na mira da oposição por causa da crise no Supremo Tribunal Federal (STF), vive um cenário de igual tensionamento nas eleições do Amapá. Por essa razão, os adversários regionais podem derrubar seus aliados nas urnas este ano, fragilizando sua posição política para 2027.
De um lado, a oposição intensificou as críticas explícitas ao senador amapaense. Ele chegou a trocar farpas publicamente com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) por não dar sequência ao pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
Diante do desgaste, Alcolumbre optou por submergir e deixou de atender ligações de colegas que cobravam um posicionamento. Aproveitando o Congresso esvaziado, o presidente do Senado buscou atenuar o clima para evitar aparições públicas.
No entanto, a oposição levou a crise diretamente para o Amapá. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) realizou um ato em Macapá no dia 13 de setembro, lançando críticas ao senador e discursando abertamente contra quem se considera “dono do Amapá”.
Avanço da oposição nas pesquisas locais
Consequentemente, a disputa local revela um favoritismo do grupo adversário nas pesquisas de intenção de voto. O ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan (PSD) lidera a corrida governamental com 62%, enquanto o atual governador Clécio Luís (União Brasil) registra apenas 31%.
Da mesma forma, a corrida para o Senado mostra a ex-primeira-dama da capital, Rayssa Furlan (Podemos), na liderança com 33% dos votos. Ela supera o atual líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT), que pontua 20%, e Lucas Barreto (PSD), com 14%.
Uma vitória da oposição pode tirar de Alcolumbre o controle do governo estadual e alterar drasticamente o tamanho de sua bancada na Câmara e no Senado. Por essa razão, o parlamentar busca reverter o cenário explorando o debate sobre a Foz do Amazonas e se reaproximando do presidente Lula.
Estratégia do PL para a sucessão de 2027
Por fim, os bolsonaristas enxergam uma eventual derrota local como fator decisivo para enfraquecer o senador na sucessão do comando do Congresso. Assim, o PL projeta eleger uma bancada de 28 senadores para alterar o rumo da eleição em 2027.
Alcolumbre enfrenta crise no STF e pressão eleitoral no Amapá, onde adversários políticos tentam enfraquecer a base de apoio do parlamentar. Com isso, a oposição articula estratégias para reduzir a força do senador no seu próprio berço eleitoral antes das próximas disputas.
Luciana Saraiva
CNN Brasil
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