Candidatos alinhados ao bolsonarismo somam 45 cadeiras após a renovação de dois terços das vagas da Casa de Leis nas eleições deste domingo.
A oposição conquistou a maioria no Senado nas eleições de 2026 neste domingo, 4 de outubro. Assim, elegeu 45 parlamentares alinhados ao bolsonarismo em todo o território nacional. Segundo levantamento e cálculos divulgados pelo SBT News, o grupo oposicionista obteve a hegemonia das 81 cadeiras da Casa Alta do Congresso Nacional. Com essa nova configuração, a bancada oposicionista necessita de apenas mais nove votos para atingir o quorum de dois terços exigido para aprovar um eventual processo de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em contrapartida, a base aliada do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva encolheu e passa a contar com apenas 26 senadores na nova legislatura, contra os 38 parlamentares que mantinha anteriormente. Paralelamente, dez senadores não possuem alinhamento automático definido. O Partido Liberal (PL) consolidou a maior bancada do Senado Federal ao saltar de 15 para 28 cadeiras. A federação formada por União Brasil e PP alcançou 12 vagas, enquanto o Partido dos Trabalhadores (PT) preservou suas 9 cadeiras. O PSD registrou a maior retração bancária, reduzindo sua representação de 14 para 5 senadores.
Mudanças partidárias e corrida pela presidência da Casa
A reformulação partidária do Senado Federal inclui ainda 8 vagas para o MDB, 5 para o Republicanos, 4 para o PSB, 3 para o Novo e 2 para o Podemos. O PSDB manteve 2 senadores, ao passo que PDT, Rede e parlamentares sem partido possuem uma representação cada. A contagem oficial inclui a vacância decorrente das vitórias dos senadores Sergio Moro e Cleitinho Azevedo nos governos estaduais, cujas vagas serão assumidas por suplentes do União Brasil e do PL.
Consequentemente, o avanço numérico da direita fortalece o bloco partidário na articulação do projeto de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e demais condenados pelos atos do 8 de Janeiro. O novo cenário político também traz impactos diretos para a eleição da mesa diretora do Senado, agendada para fevereiro de 2027. O atual presidente da instituição, Davi Alcolumbre, enfrentará maior resistência do plenário para garantir sua recondução ao cargo. Nomes como o do líder da oposição, Rogério Marinho, e da senadora Tereza Cristina ganham tração no espectro conservador. Dessa forma, a oposição conquista a maioria no Senado nas eleições de 2026 e altera o equilíbrio de forças na capital federal.
Victor Schnneider e Arthur Maldaner
SBT News