Expedição do SGB identifica anomalias que apontam fontes hidrotermais com potencial para cobre e ouro em águas internacionais.
Descoberta científica no Atlântico Equatorial
O Brasil acha indícios de minerais no Atlântico após pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (SGB) identificarem anomalias no oceano. A expedição científica durou 29 dias na região e divulgou resultados oficiais nesta quinta-feira (22). Os dados apontam a presença de fontes hidrotermais com potencial para abrigar cobre, zinco, ouro e prata. As análises ocorreram na Cordilheira Mesoatlântica, no Atlântico Equatorial, próximo ao arquipélago de São Pedro e São Paulo.
Além disso, a missão do SGB reuniu a Marinha do Brasil, a Petrobras e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Os cientistas operaram a bordo do navio hydroceanográfico Vital de Oliveira entre 9 de setembro e 8 de outubro. A equipe coletou amostras de água e sedimentos do fundo marinho para realizar levantamentos geofísicos detalhados. Paralelamente, os pesquisadores colheram material biológico por meio de DNA ambiental para estudar a biodiversidade marinha local.
Objetivos da missão e desafios ambientais
Nesse sentido, o Diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, Francisco Valdir Silveira, detalhou a finalidade das pesquisas à CNN. “Nossa missão é primeiro conhecer, explorar no sentido mais profundo da palavra”, declarou o diretor. “Agora, nós estamos querendo explorar, conhecer o que está no fundo do mar”, acrescentou o executivo. O SGB ressalta que faltam análises complementares para confirmar a existência de jazidas economicamente aproveitáveis.
Em contrapartida, a extração comercial de sulfetos polimetálicos maciços enfrenta obstáculos tecnológicos, econômicos e ambientais em grandes profundidades. A Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA) negocia regras globais e não concedeu autorizações comerciais em áreas internacionais. Os dados obtidos no projeto Procordilheira reforçam o conhecimento geológico e a soberania enquanto o Brasil acha indícios de minerais no Atlântico.
Fonte para a notícia:
Gabriel Garcia
CNN Brasil