Simone Tebet (MDB), possivelmente, se mudará, tanto de estado como de legenda partidária. A ministra do Planejamento e Orçamento, poderá deixar o Mato Grosso do Sul e o MDB e se mudar para São Paulo e o PSB. O ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), afirmou à Folha de São Paulo, que juntamente à deputada federal Tabata Amaral (PSB), convidou Tebet a se filiar ao partido. Mesmo com seu aceite, França mantém sua pré-candidatura ao governo do estado mesmo sabendo que Tebet também pretende a disputa.
Segundo à reportagem da JovenPan News, Tebet já estaria organizando o processo da mudança. Mas, mesmo com o desejo de disputar ao governo paulista, na avaliação de aliados dela, neste momento, Tebet não seria tão competitiva, principalmente, se o Tarcísio de Freitas (REP.) disputar a reeleição. Ainda segundo a Jovem Pan, fontes analisam que nesta mudança, Tebet se sairia melhor na disputa pelo Senado.
Dilema pessoal faz Tebet refletir por mais tempo
A mudança de Tebet ainda não teria se concretizado, segundo o PlatôBR, por questões pessoais de Simone Tebet. A ministra estaria diante um dilema, a lealdade a Lula e sua história com o MDB. Seu pai, Ramez Tebet, tradicional no MDB, ajudou a fundar a legenda na década de 80, em oposição ao regime militar. Simone está há 27 anos no partido, onde obteve apoio de políticos que a viram crescer e seguir os caminhos de seu pai. Ademais, dentre esses políticos está Michel Temer, que bancou sua candidatura à presidência em 2022. Portanto, emedebistas confiam em sua permanência no partido.
Se optar continuar no MDB, tem a proposta de ser candidata ao Senado por MS. Mas o outro lado do dilema, sua lealdade a Lula. Mas, esta segunda opção a faria optar por aceitar o convite do PSB e migrar para São Paulo. O presidente deseja formar uma aliança forte em São Paulo para a disputa do governo e deseja Tebet na disputa. Ainda segundo o PlatôBr, emedebistas teriam afirmado que a ministra deve mesmo ficar no MS. Uma disputa ao Senado pelo MDB não afrontaria a lealdade a Lula. Logo, Tebet e o presidente devem conversar até o final do mês e tomar uma decisão.