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Envelhecimento populacional pressiona SUS e amplia demanda por tecnologia médica

Avanço acelerado da população idosa expõe risco de sobrecarga do sistema público e reforça urgência de investimentos em inovação, políticas públicas e indústria nacional de dispositivos médicos

Por: Malu Bonetto
Agência Plub

Doenças crônicas crescem com aumento do envelhecimento

O envelhecimento populacional amplia a incidência de doenças crônicas e degenerativas e exige uma infraestrutura de saúde preparada para atender essa nova realidade. Dispositivos e tecnologias médicas passam a ser fundamentais para prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e monitoramento contínuo dos pacientes, além de contribuírem para a eficiência do sistema e a segurança de profissionais e usuários.

“O sistema público de saúde precisa se planejar para um aumento significativo na demanda por tratamentos voltados à população idosa. E isso passa, necessariamente, por investimentos em tecnologia médica adequada, capaz de garantir mais eficiência, segurança e qualidade no atendimento”, afirma Jamir Dagir Jr., presidente da ABIMO – Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos.

SUS não acompanha crescimento da população

No entanto, o SUS não avançou na mesma velocidade da demanda da população, que segue envelhecendo. Pois, a falta de investimentos contínuos, o uso de equipamentos obsoletos e a defasagem histórica da tabela do sistema público comprometem a capacidade de atendimento. Por consequência, amplia filas de espera e dificulta a incorporação de novas tecnologias. Além disso, a elevada carga tributária sobre dispositivos médicos fabricados no País — que pode chegar a cerca de 35% — cria distorções ao favorecer a importação em detrimento da produção nacional.


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“O fortalecimento da indústria brasileira de dispositivos médicos é estratégico para a sustentabilidade do sistema de saúde. Políticas públicas eficazes, uma reforma tributária que elimine distorções. Assim como, incentivos à inovação e parcerias público-privadas são fundamentais para garantir o acesso da população a tecnologias de saúde mais modernas e acessíveis”, destaca Jamir.

Diante do avanço acelerado do envelhecimento, especialistas defendem uma abordagem preventiva. Enfim, com fortalecimento da atenção primária, ampliação do acesso a exames preventivos e investimento em inovação tecnológica. “Com planejamento antecipado, é possível mitigar impactos financeiros que, no futuro, seriam inevitáveis. A melhoria da qualidade de vida dos idosos depende de um esforço conjunto entre governo, setor produtivo e sociedade”, conclui o executivo.

Sobre a ABIMO  

A ABIMO – Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos – representa a indústria brasileira de produtos para a saúde que promove o crescimento sustentável no mercado nacional e internacional. Fundada em 1962, a instituição conta com mais de 300 associados e surgiu a partir da ideia de 25 fabricantes de produtos médicos e odontológicos. Com o objetivo de fortalecer, organizar e regulamentar o segmento. Nesses anos de trabalho, a ABIMO expandiu suas operações de suporte à cadeia produtiva através de conselhos e grupos de trabalho, os quais respondem por todos os aspectos técnicos, operacionais e associativos do setor.

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