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Governo Lula gasta R$ 1,5 milhão em anúncios contra a escala 6×1 nas redes sociais

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Levantamento aponta gasto com impulsionamento de posts no Facebook e Instagram entre janeiro e abril de 2026

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gastou ao menos R$ 1,5 milhão para promover publicações favoráveis ao fim da escala 6×1 em 2026. Além disso, o cálculo considerou o valor máximo investido informado pela plataforma entre 1º de janeiro e 22 de abril. O levantamento é do site Poder360, que usou dados da Meta Ad Library, que reúne os anúncios do Facebook e do Instagram.

Ademais, a maior parte do valor foi gasta entre os dias 15 e 18 de abril, mesmo período em que ocorreu a apresentação da proposta oficial do projeto, seguida pela votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Assim, nesses dias, o governo destinou R$ 881 mil para anúncios. O investimento focou cinco publicações específicas, direcionadas a usuários de 18 a 44 anos em Estados como São Paulo, Bahia e Minas Gerais.


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Logo após, em nota à imprensa, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) afirmou que utiliza critérios técnicos para a distribuição da verba publicitária. Segundo a pasta, a estratégia busca adaptar a divulgação das ações governamentais aos novos hábitos de consumo de informação da população.

Governo e relator divergem sobre início

A CCJ aprovou a admissibilidade da redução da jornada de trabalho na quarta-feira (22). O colegiado analisou em conjunto a PEC nº 221/2019, de Reginaldo Lopes (PT-MG), e a PEC nº 8/2025, de Érika Hilton (Psol-SP). O texto unificado segue agora para uma comissão especial, criada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O governo, porém, pressiona pela substituição do relator, Paulo Azi (União-BA), na nova fase. O Planalto considera que o parlamentar diverge da proposta do Executivo. Azi, por sua vez, defende uma transição gradual para 40 horas semanais e compensações para empresas. Já o governo defende a implementação imediata da nova jornada, desconsiderando consequências econômicas no país.

Nesse contexto, Motta pretende acelerar a tramitação do projeto. O deputado planeja levar o texto ao plenário da Câmara em maio, antes do recesso de julho. A aprovação da medida no plenário exige maioria qualificada de três quintos dos votos.

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