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Senador tem “rabo preso” com membros do Supremo, diz Renan Santos

O pré-candidato à Presidência da Renan Santos (Missão), fundador do MBL (Movimento Brasil Livre), afirmou nesta segunda-feira (27) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem “rabo preso” com os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffolli e Gilmar Mendes.

Segundo ele, essa relação explicaria a inação do Senado diante de pedidos de impeachment dos magistrados em meio às investigações do Banco Master.

“O Senado não faz isso porque Flávio Bolsonaro tem rabo preso e dívida de gratidão com Toffoli e Mendes. Se não, a carreira política dele não existiria”, afirmou, durante participação no Frente a Frente.

O programa semanal de entrevistas é uma parceria da Folha e do Uol com foco nas eleições de 2026. Foi apresentado pelos jornalistas Fábio Zanini, editor do Painel, e Carla Araújo, chege da sucursal de Brasília do UOL.

Para Renan, direitistas não atuam como deveriam

“Os tais direitistas que entregam o STF sempre capitulam para o STF”, disse o pré-candidato.

Ele afirmou, portanto, que há “controle político do STF sobre o Legislativo” por causa do foro especial.

Para Renan Santos, o impeachment de ministros do Supremo deveria ser “regra” em casos como o do Master. Ademais, citou Toffoli e Alexandre de Moraes como alvos. Também afirmou querer ver a delação de Daniel Vorcaro, do Master, e encaminhar pedidos de prisão dos magistrados.

Assim, o pré-candidato se apresentou como alternativa a Lula (PT) e a Flávio e afirmou almejar eleitores “intelectualmente mais abertos” a propostas novas de ambos os lados do espectro político. Logo, criticou Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD_GO), pré-candidatos à Presidência.


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“Não vou ficar fazendo igual o Zema ou o Caiado. Para ter uma opinião, ele têm que pedir pedágio para o Bolsonaro”, afirmou.

Na economia, defendeu mexer em “privilégios do funcionalismo”, classificou como “estelionato eleitoral” promessas de redução de imposto sem corte de despesas do Estado e disse que ajustaria aposentadorias pela inflação. Citou o presidente argentino Javier Milei como modelo.

Renan Santos é o sexto entrevistado do Frente a Frente. Também já foram ao programa a pré-candidata do PT ao Senado pelo Paraná, Gleisi Hoffman, o presidenciável Ronaldo Caiado, Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilherme Boulos (PSOL), e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Por Laura Intrieri
Folha de São Paulo

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