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Não é uma derrota de Messias, mas de Lula, diz Flávio Bolsonaro

Foto: Saulo Cruz/Ag. Senado

Senador avaliou que Congresso deu recado ao barrar indicado do governo ao Supremo e mostrar força para levar a cabo impeachment de ministros

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliou que a derrota histórica de Jorge Messias, indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o Supremo Tribunal Federal (STF) – em votação no Senado nesta quarta-feira (29) – é um recado forte do Congresso contra o governo e o Supremo.

Em fala a jornalistas depois do resultado, Flávio disse que apesar de ter votado contra, não articulou pessoalmente pela rejeição de Messias. Ele considerou que o resultado reflete a disputa política contra Lula e a atuação do Supremo e vê a proximidade da eleição presidencial tendo influenciado o resultado. Messias terminou derrotado por 42 votos a 34, a primeira rejeição de um indicado para o Supremo desde 1894.

“A lei penal é inventada para você colocar atrás das grades ou para você punir ou inviabilizar lideranças que são do espectro direita da política. Então isso tudo, essa conjuntura toda, é que acho que refletiu nesse resultado hoje com 42 votos de senadores contra a indicação do Messias. Só que eu acho que não é uma derrota do Messias, é uma derrota do governo Lula“, afirmou.

Traições definiram derrota, segundo Flávio

Para Flávio, traições no processo, que é secreto, frustraram a expectativa do governo de uma votação favorável na faixa de 45 senadores.

“Com certeza, alguns senadores não falam abertamente para ele que vão votar contra, mas prometem que vão votar a favor na frente dele e no secreto fazem outra coisa”, disse.


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O senador considerou que o resultado evidencia que a discussão sobre impeachment de ministros do Supremo virou tema eleitoral. Logo, os eleitores levarão isso em consideração em outubro, diante da falta de uma ação própria da Corte para se autoconter e não invadir a competência de outros Poderes.

Ele cobrou que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, entenda o recado e inicie uma reformulação na conduta interna, a começar pelo fim do Inquérito das Fake News. “Peço aqui ao presidente do Supremo que chame os trabalhos à ordem e arrume a casa”, afirmou.

O processo está aberto desde 2019 e concentra investigações sobre ataques à honra dos ministros e ao trabalho da própria Suprema Corte. Messias citou o inquérito de forma crítica durante a sabatina, quando disse que a Justiça não pode investigar ninguém a vida toda. Por outro lado, o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito, defendeu a sua continuidade.

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