Coreia do Norte enviou aproximadamente 14 mil militares para a Rússia e sofreu cerca de 6.000 baixas
Soldados da Coreia do Norte que lutam pela Rússia estão “se explodindo” para evitar que a Ucrânia os capture. O líder Kim Jong-un confirmou essa política de suicídio nesta segunda-feira (27), segundo a agência de notícias estatal KCNA.
Em discurso na inauguração de um museu dedicado aos norte-coreanos mortos no conflito, o ditador elogiou a atitude dos militares, descrevendo-a como “heroísmo extraordinário”.
Desde 2024, a Coreia do Norte enviou cerca de 14 mil soldados para a Rússia como parte do acordo com Vladimir Putin. Segundo fontes da Coreia do Sul e da Europa, pelo menos 6.000 desses militares morreram em campo de batalha.
Kim Jong-un descreveu as tropas que cometeram suicídio em Kursk como “heróis que, para salvaguardar uma grande honra, escolheram sem hesitar o caminho da autodestruição e da própria morte”.
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“Aqueles que, embora seus corpos estivessem dilacerados por balas e projéteis, se contorciam mais pela frustração de não poderem cumprir o dever de um soldado que havia recebido ordens do que pela dor infligida a eles”, completou.
A Ucrânia já relatou ter encontrado norte-coreanos feridos provocando a própria morte para evitar a captura. Assim, o país também afirma que os militares russos e autoridades da Coreia do Norte não têm interesse na sobrevivência dessas tropas.
Enquanto soldados russos batalham com mais cautela, Kim Jong-un instruiria os seus enviados a “se lançarem” em ataques frontais, mesmo que a estratégia aumente o número de baixas.
Fonte: R7