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PP tem prazo para Derrite se viabilizar como candidato ao Senado

Dirigentes do Partido Progressista (PP) veem alternativas à direita no Senado em SP e tem ressalvas sobre chances de Guilherme Derrite

O PP paulista definiu um prazo para que a candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado se mostre viável. Caso contrário, ele deverá disputar a reeleição. Esse contexto surge um mês e meio após ter sua pré-candidatura lançada, com pompa, em dois eventos de rodada dupla.

O primeiro ato, no dia 15 de maio, foi no Royal Palm Plaza. O evento contou com as presenças do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em Campinas (SP). No dia seguinte, no Ipanema Clube em Sorocaba (SP), cidade natal de Derrite, o evento reuniu novamente o filho de Jair Bolsonaro. Mas, o governador decidiu ficar de repouso no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, para se recuperar de uma gripe.

Dois meses antes, em março, já havia sinais de distanciamento entre o pré-candidato à reeleição estadual e o ex-secretário de Segurança estadual.

Monitoramento do Desempenho e Pesquisas Internas

Agora, os dirigentes do PP vão acompanhar mais de perto o desempenho de Derrite nos próximos 15 dias. E ainda querem avaliar qual será o impacto eleitoral da propaganda de televisão obrigatória, que começa em 16 de agosto. Ou seja, quatro dias antes da data final para o registro da candidatura. A assessoria de imprensa nega a possibilidade de o pré-candidato ao Senado desistir.

Atualmente, pesquisas internas do PP mostram Derrite na frente, mas outros candidatos do mesmo campo político encostaram no ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo nas sondagens eleitorais. Além disso, há a avaliação de que ao menos uma das vagas deve ser preenchida por Marina Silva (Rede) ou Simone Tebet (PSB).

“Se as eleições fossem domingo, acho que ele ganharia por causa da pauta da segurança e o segundo voto do [Ricardo] Salles e do André [do Prado] é do Derrite, mas o André está colando muito no Tarcísio”, disse um dirigente progressista.

O Metrópoles apurou que entre o grupo de Tarcísio há a leitura de que o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), tem potencial de roubar parte do eleitorado de Derrite. André explora o rótulo de “candidato de Tarcísio” e também o apoio de Eduardo e Flávio Bolsonaro – ambos de seu partido, o PL. Além disso, o deputado estadual tem mais tempo de TV, um ativo eleitoral.

Puxador de votos

Dirigentes do PP preveem que, na disputa para a Câmara dos Deputados, Derrite faria entre 600 mil e 800 mil votos e poderia garantir mais duas ou três cadeiras no Congresso para o partido por causa do quociente eleitoral. Por outro lado, há um temor de que o ex-secretário, se insistir na disputa ao Senado, fique sem mandato.

Embora a ida de Derrite ao Senado seja um desejo do presidente nacional do partido, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), a candidatura está longe de ser unanimidade em São Paulo. Ao mesmo tempo, o ex-secretário de Segurança tem sempre o argumento de que irá atuar como puxador de votos do PP na Câmara dos Deputados.

O delegado-geral Artur Dian da Polícia Civil chegou a se filiar ao PP para sair à vaga de deputado federal no lugar de Derrite, em dobradinha com o Delegado Olim (PP) como deputado estadual. No entanto, como o policial desistiu da ideia, ele não será mais um competindo com o ex-secretário pelo voto nichado na área da segurança pública.

O que diz Derrite

A assessoria de Derrite afirmou que não há a “menor possibilidade” de o deputado desistir de concorrer ao Senado. “A pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado já foi lançada, endossada pelo Progressistas e pelas principais lideranças da direita. O deputado aparece, inclusive, em primeiro lugar em várias pesquisas, o que demonstra que a afirmação é inverídica e não encontra lastro na realidade”, afirmou, em nota.

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