Líder afirma que legenda se constrói no coletivo e não quando alguém “se acha dono de tudo”
A convenção partidária do PDT, oficializou nesta segunda-feira (20) o apoio à reeleição do presidente Lula (PT). Ademais, teve recados ao ex-integrante da legenda e hoje pré-candidato ao governo do Ceará pelo PSDB, Ciro Gomes.
Lideranças partidárias defenderam uma retomada às raízes do partido, com defesa ao legado de Leonel Brizola, e a parceria estratégica com o PT para os próximos pleitos eleitorais.
Entre 2018 e 2022, o PDT adotou um discurso antipetista, comandado por Ciro Gomes, então candidato à Presidência nos dois pleitos.
De acordo com lideranças da legenda, Ciro intensificou os ataques ao PT depois de não conseguir o apoio de Lula em 2018, quando o atual presidente estava preso.
Declarações sobre o cenário do Ceará e o resgate do partido
Na última eleição presidencial, porém, Ciro Gomes acabou em quarto lugar na disputa, com 3,05% dos votos.
“Desde 2022, vivemos uma debandada grande no Ceará. Perdemos muitos prefeitos, na época da janela perdemos quase todos os deputados estaduais e agora perdemos quase deputados federais. A gente sabe que não existe luta fácil, mas a vitória é mais comemorada quando a gente constrói no coletivo, não quando uma pessoa se acha o dono de tudo. Com a saída do nosso ex-companheiro Ciro, nós achávamos, o pessoal dizia que o PDT do Ceará morreu. Morreu nada, nós voltamos a ser o que éramos, o PDT raiz, o PDT autêntico”, disse o presidente da legenda no Ceará e líder do partido na Câmara dos Deputados, André Figueiredo.
Alianças nacionais e divergências regionais
A aliança com o PT foi comemorada por pré-candidatos como o deputado estadual Requião Filho, que disputará o governo do Paraná.
“Estamos em uma guerra na qual está em jogo o futuro de uma nação. Caminhamos em uma aliança forte, em cima de princípios, e não de pragmatismo. Devemos estar juntos em 2030. Não estamos retrocedendo, estamos reorganizando”, afirmou.
Apesar da aliança entre as duas legendas em outros estados, como Rio Grande do Sul e Pernambuco, ainda há divergência entre PT e PDT em Minas Gerais, por exemplo. O pré-candidato ao governo pelo PDT no estado, Alexandre Kalil, não compareceu ao evento que contou com a presença do presidente Lula. Em Minas Gerais, o PT decidiu lançar o ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias como pré-candidato ao governo.
Por Victória Abel
SBT News