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China amplia presença no agro e pressiona indústria brasileira de máquinas

Imagem: Divulgação

Levantamento aponta avanço de fabricantes chinesas no Brasil com investimentos, oferta de crédito e máquinas até 40% mais baratas

A presença de fabricantes chinesas de máquinas agrícolas ganha força no Brasil e redesenha a concorrência no setor. Dessa forma, empresas do país asiático ampliam investimentos, estruturam operações locais e vendem tratores e colheitadeiras por preços até 40% inferiores.

Um levantamento da Cogo Inteligência em Agronegócio indica que o Brasil importou US$ 200,4 milhões em tratores no primeiro semestre de 2026. Nesse sentido, o país asiático respondeu por 67% das 14.985 unidades importadas pelos produtores rurais brasileiros no período.

Além disso, a consultoria atribui essa grande competitividade à escala de produção, ao menor custo do aço e à mão de obra barata. Consequentemente, o custo de produção das indústrias chinesas chega a ser até 27% inferior ao das fábricas brasileiras.

O sócio-diretor Carlos Cogo afirma que esse movimento atual ultrapassou completamente a simples fase de importação de máquinas agrícolas. Segundo ele, as empresas anunciam fábricas, operam bancos próprios e expandem a rede de distribuição com muita rapidez pelo país.

Investimentos e expansão no mercado nacional

A fabricante chinesa YTO anunciou a instalação de uma fábrica no município de Caruaru, localizado no estado de Pernambuco. Com efeito, o investimento estimado varia entre R$ 150 milhões e R$ 500 milhões para produzir 120 tratores mensais.

Paralelamente, outro projeto identificado no setor prevê aporte de R$ 200 milhões e capacidade anual para fabricar 5 mil tratores. Da mesma forma, a empresa XCMG opera no Brasil com banco próprio e carteira de crédito no valor de R$ 697 milhões.

A Zoomlion planeja conquistar 10% do mercado nacional integrando a venda de equipamentos com diversos serviços financeiros avançados. Enquanto isso, o avanço chinês também alcança o segmento de colhedoras de algodão e de grãos no Mato Grosso.

Desafios para a indústria instalada no Brasil

A estratégia dessas empresas chinesas segue um modelo observado anteriormente em outros setores relevantes da nossa economia. Afinal, o processo começa com a importação, avança para a produção local e busca acesso às linhas de financiamento.

Diante disso, a resposta da indústria instalada no Brasil não deve se limitar apenas a medidas de defesa comercial. Portanto, a competitividade dependerá de investimentos em tecnologia, pós-venda eficiente e oferta de crédito para os produtores rurais.

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