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Câmara aprova indicação de Rodrigo Pacheco para o TCU

O plenário deu aval ao senador com 404 votos favoráveis para ocupar a vaga de Bruno Dantas. A indicação fortalece a articulação do governo no Congresso durante o ano eleitoral.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (2) a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Na votação, o parlamentar obteve 404 votos favoráveis e 61 contrários. Consequentemente, o Congresso promulgará a indicação nos próximos dias.

Anteriormente, o Senado já havia aprovado o nome do parlamentar nessa terça-feira (1). Em uma votação relâmpago, o plenário da Casa deu aval direto à proposta, sem análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), apadrinhou o nome do aliado e acelerou o processo de aprovação. O movimento ocorreu logo após a saída antecipada do ministro Bruno Dantas, que abriu uma vaga na Corte de Contas. Dantas renunciou ao cargo nesta segunda-feira (31) por meio de ofício ao presidente do órgão, Vital do Rêgo Filho, mantendo suas funções até o fim da semana.

Articulações e Aproximação Política

Inicialmente, Alcolumbre defendia a indicação de Pacheco para o Supremo Tribunal Federal (STF), na vaga aberta pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Contudo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, a quem o Senado acabou rejeitando.

Após a derrota do seu indicado, Lula se afastou politicamente de Alcolumbre por considerar que o senador atuou para inviabilizar a aprovação de Messias. Recentemente, porém, ambos retomaram o diálogo.

Essa reaproximação ocorre no momento em que o governo busca apoio para avançar com pautas prioritárias no Congresso em ano eleitoral. Entre os projetos, destacam-se as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) do fim da escala 6×1 e da segurança pública, além da medida provisória que extingue a “taxa das blusinhas”.

Parecer do Relator e Perfil do Indicado

Durante a sessão, o relator da matéria, deputado Aécio Neves (PSDB-MG), defendeu a preparação do colega para a nova função.

“portanto, a exercer não apenas o posto de Ministro do Tribunal de Contas da União, mas qualquer cargo no cume da cordilheira estatal que exija notório saber jurídico e administrativo, reputação ilibada, idoneidade moral inatacável e compromisso com a democracia”, afirmou Aécio Neves.


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Além disso, o relator destacou a postura conciliadora do ex-presidente do Senado durante sua trajetória pública.

“O equilíbrio e moderação nata e notórias de Rodrigo Pacheco permitirão que o momento em que tantas inquietudes passam o país, ele será aberto ao diálogo, equilíbrio e moderação tão necessárias aos dias de hoje”, prosseguiu o relator.

Trajetória Profissional e Política

Advogado graduado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Rodrigo Otávio Soares Pacheco iniciou sua trajetória política como deputado federal por Minas Gerais. Na Câmara, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de se eleger senador em 2018.

Posteriormente, assumiu o comando do Senado em fevereiro de 2021 apoiado por uma ampla coalizão partidária e garantiu a reeleição para o biênio seguinte. Ao longo da gestão, consolidou-se como interlocutor moderado entre os Poderes e defensor dos ritos democráticos.

Ao longo da carreira, Pacheco filiou-se a legendas como MDB, DEM, PSD e, mais recentemente, PSB. Embora aliados tenham cotado seu nome para a disputa ao governo de Minas Gerais, ele confirmou publicamente a desistência da candidatura e indicou a intenção de encerrar a carreira política eletiva ao fim do mandato no Senado.

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