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Avanço da direita gera tensão no STF sobre impeachment

A expansão da bancada do PL e de senadores conservadores leva ministros da Corte a buscarem interlocução com aliados do candidato Flávio Bolsonaro.

O avanço da direita gera tensão no STF sobre impeachment de integrantes do tribunal após a definição do novo Congresso Nacional. Segundo apuração da analista de política Jussara Soares, da CNN Brasil, os ministros do Supremo Tribunal Federal adotam postura de cautela e apreensão. Dessa forma, a ação acontece diante da nova composição do Senado a partir de 2027. Diante disso, integrantes da Corte tentam estabelecer canais de diálogo com uma ala do bolsonarismo para atenuar potenciais atritos institucionais.

Nesse contexto, a liderança da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou mensagens de interlocução aos ministros Gilmar Mendes e Cristiano Zanin. “Já há um grupo dentro do Supremo Tribunal Federal que defende buscar um diálogo com uma ala dentro do bolsonarismo”, afirmou Jussara. Todavia, os interlocutores políticos sinalizam que o novo Congresso e a candidatura do PL não aceitam negociar a permanência do ministro Alexandre de Moraes na Corte. Ademais, o ministro Flávio Dino passou a integrar a lista de alvos da bancada conservadora para a próxima legislatura.

Negociações paralelas e rejeição de acordo pelo PL

Paralelamente, a apuração do analista Caio Junqueira, também da CNN Brasil, indica que o entorno do tribunal acenou com propostas de pacificação política. Essa eventual negociação envolveria a revisão da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e a aprovação de anistia aos condenados do 8 de Janeiro em troca da preservação dos magistrados. O ex-presidente Michel Temer atuou como interlocutor ao manifestar apoio público a Flávio Bolsonaro antes mesmo do posicionamento oficial de outros partidos derrotados.

Entretanto, a direção do Partido Liberal rejeitou qualquer proposta de acordo com integrantes do tribunal. A legenda contabiliza pelo menos 49 votos no Senado para dar andamento ao afastamento de Alexandre de Moraes em 2027, dependendo de apenas mais cinco votos para atingir o quórum necessário. Assim, a rejeição a acordos confirma que o avanço da direita gera tensão no STF sobre impeachment de magistrados nos próximos anos.

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