Serra da Saudade, cidade menos populosa do Brasil, no Centro-Oeste de Minas Gerais sofria constantemente com falta de energia elétrica. Constantes apagões em sua rede aconteciam, dessa forma, o município recebeu um sistema de energia solar com baterias, que manterá o fornecimento mesmo com falhas na rede convencional. Como resultado, o dono de uma mercearia, Aloísio Ap. Alves, destacou: “Já perdi muito picolé, sorvete e muitos pães. E não foi uma vez, não. Foram muitas vezes. Teve um dia que ficou quase 24 horas sem energia aqui. Se a energia firmar, melhora né”?!
A Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG), investiu cerca de R$ 7 milhões no projeto. As placas solares não injetam diretamente na rede convencional a energia elétrica, mas, a reserva em baterias. Portanto, em caso de queda na energia elétrica, o sistema é projetado para sustentar a demanda das residências por até 48 horas. A cidade conta atualmente com estimativa de 856 serra-saudalenses, segundo dados do Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o presidente da CEMIG, Reynaldo Passanezi Filho, a inovação entrega ganhos efetivos de qualidade com responsabilidade tarifária:
“Serra da Saudade foi selecionada a partir de um estudo detalhado de viabilidade, que mostrou ser a microrrede a melhor solução para garantir segurança, reduzir interrupções e assegurar a resiliência do fornecimento. Em vez de uma obra cara e demorada, trouxemos uma alternativa técnica de rápida implantação e altamente eficiente para a população”, afirmou o executivo.
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“O que estamos entregando em Serra da Saudade é um exemplo de como a engenharia pode evoluir para responder às necessidades da população com inovação, sustentabilidade e eficiência. Essa microrrede inaugura uma nova fronteira para a distribuição de energia no Brasil e nos dá confiança para avaliar sua aplicação em outras regiões da nossa concessão”, ressalta o vice-presidente de Distribuição da Cemig, Marney Antunes.

Assim, a CEMIG já estuda replicar a solução em outras localidades de Minas Gerais com característica semelhantes. Assim, cidades em áreas de topografia complexa e redes extensas, onde soluções convencionais podem ultrapassar R$ 30 milhões em custos, devem receber projetos semelhantes.