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Cirurgia do papa altera rotina e decisões no Vaticano

Internação de Leão XIV suspende compromissos presenciais e adia deliberações administrativas, mas a Santa Sé e dioceses do mundo mantêm operações normais.

Mudanças na agenda e substituições em celebrações

A cirurgia do papa altera rotina e decisões no Vaticano após a remoção de um adenocarcinoma no pulmão direito realizada na terça-feira (13), no Hospital Gemelli, em Roma. A Santa Sé cancelou todas as audiências e cerimônias públicas do pontífice até o dia 20 de outubro para garantir sua recuperação pós-operatória de uma semana. Em contrapartida, cardeais assumem a condução de celebrações religiosas agendadas. O cardeal filipino Luis Antonio Tagle preside a missa de encerramento dos dez anos da Amoris laetitia nesta quarta-feira (14), na Praça de São Pedro.

Nesse sentido, a agência Vatican News informou que o pontífice solicitou o adiamento da publicação do relatório final desse encontro para análise posterior. Além disso, a agência Reuters reportou que as atividades administrativas da Santa Sé prosseguem normalmente durante o período de internação. No entanto, os despachos que exigem a assinatura exclusiva do chefe da Igreja Católica permanecerão suspensos até a alta médica.

Funcionamento global e incerteza sobre viagens

Paralelamente, as diretrizes do Código de Direito Canônico asseguram a continuidade das atividades de dioceses, paróquias e escolas católicas em todo o mundo. O regimento interno concede autonomia aos bispos locais para administrar suas jurisdições independentemente da presença do pontífice. Além disso, o Vaticano esclareceu que o internamento hospitalar não configura impedimento formal da Sé Apostólica.

Em contrapartida, a viagem internacional prevista para ocorrer entre 6 e 17 de novembro na América do Sul tornou-se incerta. A programação do roteiro de 11 dias prevê cerca de 50 compromissos oficiais distribuídos entre Uruguai, Argentina e Peru. Até esta quarta-feira (14), a assessoria da Santa Sé não confirmou o cancelamento ou o adiamento da viagem apostólica.

Quadro clínico e pós-operatório

Por fim, o Vaticano informou que o religioso de 71 anos passou a primeira noite após o procedimento cirúrgico de forma tranquila. A operação durou cerca de 90 minutos para a retirada do lobo inferior do pulmão direito e ocorreu sem complicações médicas. Diante da evolução clínica favorável, a cirurgia do papa altera rotina e decisões no Vaticano sem paralisar o funcionamento da instituição.

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