O presidente dos EUA, Donald Trump, discursou hoje em Davos, Suíça. Ele insistiu que os EUA passe a controlar imediatamente a Groelândia, mas descartou o uso de força militar. Em seu discurso, chamou a Dinamarca de ingrata por não querer ceder pacificamente a ilha Ártica, a qual, em diversos momentos, chamou de “pedaço de gelo”.
“Colocamos bases militares na Groelândia para defendê-la e salvá-la. Fortificamos a Dinamarca. Impedimos que os inimigos (alemães, durante a 2ª Guerra Mundial) conquistassem a Groelândia. Demos a Groelândia de volta para a Dinamarca, que ideia estúpida. E olha o quão ingratos eles são agora”, disse.
Somente EUA podem defender a Groelândia
Assim, Trump ainda defendeu que a Groelândia seria um “pequeno preço pela proteção mundial” que a Otan deve pagar. Portanto, para o presidente norte-americano, somente os EUA podem garantir a segurança da Groelândia e que a Europa está indo na direção errada.
Logo após afirmar na segunda (19), que “não há mais volta” em seu plano de anexar a Groelândia, líderes europeus dosaram seus discursos e subiram o tom. Contudo, em Davos, Trump afirmou que os EUA seriam uma força imparável acaso quisessem usar de força. No entanto, esse não é o pensamento americano, embora ameaçou com retaliações à Otan.
“Eu não preciso usar a força. Eu não quero usar a força. Eu não usarei a força. Tudo o que os Estados Unidos estão pedindo é um lugar chamado Groelândia”, discursou Trump. “Vocês podem dizer sim, e nós apreciaremos muito, ou vocês podem dizer não e nós lembraremos que uma América forte e segura significa uma Otan forte”.
Em suma, ao ser questionado pela TV Globo sobre um plano para anexar a Groelândia, afirmou: “Não há nenhum plano, precisamos da Groelândia para a paz internacional. A Dinamarca ficará muito mais segura se fizermos o que temos que fazer com a Cúpula Dourada. Se não fizerem nada, nunca haverá segurança internacional”.