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Flávio Bolsonaro lidera gastos na Meta

Candidato do PL destinou R$ 7,45 milhões ao Facebook, valor quase três vezes superior ao investimento da campanha do presidente Lula na plataforma.

Investimentos em redes e propaganda impressa

O senador Flávio Bolsonaro lidera gastos na Meta entre os candidatos à presidência da República no primeiro turno eleitoral. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que a campanha do parlamentar desembolsou R$ 9,2 milhões em impulsionamento de conteúdo. Desse montante, a equipe destina R$ 7,45 milhões ao Facebook, aplicativo controlado pela Meta. A quantia supera em quase três vezes o valor pago pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que investiu R$ 2,59 milhões na plataforma.

A Meta acumulou R$ 12,1 milhões com os impulsionamentos das candidaturas presidenciais no primeiro turno. A campanha do Partido Liberal representa 60% desse total arrecadado pela empresa de tecnologia. Em contrapartida, a prestação de contas de Lula ao TSE revela maior aporte em material impresso. O candidato do PT gastou cerca de R$ 6,9 milhões com gráficas para a confecção de adesivos e panfletos. Por sua vez, Flávio Bolsonaro alocou R$ 4,17 milhões nessa mesma modalidade de publicidade.

Despesas dos demais candidatos e contestação judicial

Nenhum outro concorrente alcançou a marca de R$ 1 milhão em repasses direcionados à empresa norte-americana. O escritor Augusto Cury figurou em terceiro lugar no segmento ao destinar R$ 690 mil para anúncios digitais. Paralelamente, Ronaldo Caiado gastou R$ 546,7 mil e Romeu Zema aplicou R$ 452 mil na plataforma. Clariana Barão declarou R$ 178 mil, enquanto Wilson Grassi destinou R$ 145,5 mil. Além disso, Renan Santos registrou R$ 90 mil, Hertz Dias informou R$ 18 mil e a candidata Samara declarou R$ 3 mil. Os demais concorrentes não apresentaram despesas com a empresa.

Nesse contexto, a campanha do PT acusou a Big Tech de aplicar uma seletividade algorítmica para favorecer a oposição. A representação questionou o bloqueio na ferramenta Meta AI para a criação de imagens do candidato governista no WhatsApp. Contudo, a Meta negou ao TSE ter agido para beneficiar qualquer candidatura no pleito. A empresa solicitou uma reunião com a Justiça Eleitoral e declarou atuar com absoluta boa-fé. Diante da divergência de estratégias entre as campanhas, os relatórios oficiais confirmam que Flávio Bolsonaro lidera gastos na Meta.

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