A inteligência artificial do Google automatiza chamadas cotidianas nos Estados Unidos, mas especialistas alertam para os riscos de assimetria e perda de conexão interpessoal.
Gemini faz ligações por telefone e transforma relações humanas ao assumir chamadas autônomas para agendar consultas e realizar reclamações em estabelecimentos. O Google testa o recurso experimental nos Estados Unidos e planeja expandir a ferramenta para o mercado brasileiro em breve.
Consequentemente, o assistente virtual conduz conversas completas no lugar do usuário com trejeitos e pausas que imitam perfeitamente a fala humana. O especialista em IA Álvaro Machado explicou que “a gente abraçou o WhatsApp e fugiu do telefone” no cotidiano.
Paralelamente, os sistemas evoluirão para permitir a comunicação direta entre robôs sem a necessidade de mediação pela linguagem verbal tradicional. O analista destacou que “com o tempo, as máquinas vão se relacionando de formas que a gente nem consegue acompanhar”.
Desequilíbrio de interesses e impactos no namoro virtual
Por outro lado, o especialista alertou que a disparidade entre tecnologias criará vantagens injustas durante a negociação de serviços comerciais. O comentarista ressaltou que “a gente vai começar a ter uma espécie de assimetria na capacidade de realizar as coisas”.
Além disso, pesquisas do Instituto Kinsey revelaram um aumento de trezentos e trinta e três por cento no uso de algoritmos em aplicativos de paquera. Machado analisou o cenário afetivo atual ao afirmar que “a coisa começa no transacional, mas ela termina onde as emoções são incômodas”.
Por fim, Gemini faz ligações por telefone e transforma relações humanas enquanto gera apreensão sobre o atrofiamento das habilidades de comunicação presencial. O colunista alertou para o risco de que “as pessoas também desaprendam a falar, a se comunicar de maneira relevante”.
Fonte: CNN Brasil