O grupo agropecuário IZVQ, braço familiar ligado à holding da Minerva Foods, acumulou dívidas de R$ 140 milhões e recorreu à Justiça para congelar cobranças por 60 dias. A medida tenta evitar a execução de bens, reestruturar débitos com bancos e viabilizar um plano de recuperação extrajudicial.
Um ramo da família Vilela de Queiroz enfrentou graves problemas financeiros recentemente. Nesse sentido, o grupo agropecuário IZVQ recorreu à Justiça de São Paulo para suspender as cobranças judiciais.
Dívidas milionárias e pedido cautelar
O grupo de Barretos acumulou dívidas de mais de cento e quarenta milhões de reais nos últimos anos. Por conseguinte, a empresa solicitou o congelamento das cobranças por sessenta dias para negociar o pagamento dos credores.
A medida judicial abarca a holding familiar que detém ações indiretas na empresa Minerva Foods. Dessa forma, os herdeiros tentam proteger a sua participação na gigante exportadora de carne bovina brasileira.
Dificuldades operacionais e investimentos arriscados
A empresa acumulou sérias dificuldades operacionais em decorrência do alto endividamento no setor pecuário. No entanto, os executivos realizaram investimentos arriscados em novas fazendas sem obter o retorno financeiro esperado.
A aquisição de uma propriedade rural no Tocantins exigiu recursos elevados e não gerou os resultados projetados. Além disso, a fazenda possui grande capacidade estática para confinamento e agricultura na região norte.
Morte do patriarca e corte de crédito
A morte do patriarca Izonel em 2024 agravou ainda mais a crise de liquidez da empresa. Consequentemente, os principais bancos recusaram a renovação das linhas de crédito essenciais para a manutenção das atividades cotidianas.
Sem acesso a novos financiamentos, a diretoria buscou amparo judicial para preservar os seus ativos operacionais. Assim, a família tenta reestruturar os pagamentos devidos aos grandes bancos e fundos de investimento.
Participação na Minerva e renegociação
A participação na Minerva Foods representa o principal ativo do grupo, mas não traz lucros no momento. Afinal, a holding controladora possui dívidas expressivas que impedem o pagamento imediato de dividendos aos acionistas.
Por sua vez, o Sicoob figura como o maior credor do grupo com dívidas de setenta milhões de reais. Outras instituições financeiras renomadas também cobram quantias milionárias da família em processos de execução.
Reestruturação dos negócios e tradição
O herdeiro Eduardo Queiroz lidera o plano de reestruturação do grupo agropecuário com apoio dos familiares. Ademais, as propriedades rurais da família somam quinze mil hectares dedicados à pecuária e à agricultura.
A família possui longa tradição no setor agropecuário desde a fundação da primeira empresa nos anos cinquenta. Por fim, os advogados do grupo buscam fechar um acordo definitivo com todos os credores cadastrados no processo.
Fonte: Marca Legal