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Moraes classifica acusações como farsa e ataca Mendonça

O ministro entregou sua defesa ao STF antes do julgamento, apontando nulidade na investigação da PF e motivação político-eleitoral por parte do relator.

Após 15 dias de silêncio, o ministro Alexandre de Moraes defendeu-se das suspeitas sobre seu relacionamento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Nesse sentido, Moraes classifica acusações como farsa e ataca Mendonça em petição de 44 páginas entregue ao presidente Edson Fachin antes do julgamento no plenário do STF.

Na peça, Moraes afirmou ser alvo de uma “farsa montada” e que todos sabem a “motivação político-eleitoral dessas criminosas mentiras”. Além disso, destacou tratar-se de “vingança dos aliados daqueles que tentaram acabar com a Democracia e foram condenados”.

Argumentos de nulidade e reação ao relatório

O ministro argumentou que “as informações apresentadas demonstram que a ilegal investigação realizada contra ministro do STF, sem pedido da Procuradoria-Geral da República e autorização do plenário do Tribunal, não apontou a existência de nenhum indício de infração penal”. Por outro lado, ele questionou o direcionamento do relatório da Polícia Federal. Esse depoimento está sob a relatoria de André Mendonça sem responder diretamente ao conteúdo das mensagens reveladas.

Paralelamente, Moraes recorreu ao caso do perito João Cláudio Nabas para apontar omissão do relator. Conforme a defesa: “o ministro André Mendonça tinha conhecimento formal da citação do nome do ministro Alexandre de Moraes na documentação apreendida. Logo, não tomou nenhuma providência de encaminhamento ao Plenário, porque pretendia, exatamente, realizar uma ilegal investigação no momento político-eleitoral que entendesse mais oportuno”.

Por fim, o magistrado acusou o colega de tribunal de agir com alinhamento partidário. Em síntese, Moraes classifica acusações como farsa e ataca Mendonça ao declarar que “por motivos políticos-eleitorais, houve direcionamento do magistrado relator para incriminar colega do STF”.


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