Caso confirmado em Porto Alegre (RS), após 43 notificações no estado de São Paulo, pode indicar que o vírus circula pelo país
Por Deborah Lima
Máquina CW
A confirmação há poucas semanas de um caso de infecção por Mpox em Porto Alegre (RS) reforçou a perigosa suspeita de que o vírus está circulando pelo país. Até o momento, há 88 casos notificados, 62 só no estado de São Paulo. As cidades de Araraquara, Bauru, Capital, Caraguatatuba, Franco da Rocha, Jales, Mogi das Cruzes, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto. Ademais, Santo André, Santos, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Sorocaba, Taubaté. A mais grave, Campinas notificaram os pacientes confirmados — sendo que Campinas, sozinha, informou 5 casos.
Transmissão se dá por contato
A transmissão da doença ocorre pelo contato com outra pessoa que esteja infectada. Também por materiais contaminados ou por roedores silvestres contaminados. Ao perceber possíveis sintomas, a pessoa deve procurar atendimento médico e, se possível, se isolar e evitar contato com outras pessoas. A higiene das mãos também é fundamental para evitar novas infecções.
Exames laboratoriais realizam o diagnóstico. O teste RT-PCR Mpox, desenvolvido pelo Sabin Diagnóstico e Saúde, detecta casos causados pela variante 1b. O laboratório processa o exame a partir de uma amostra que o profissional coleta com swab (espécie de cotonete específico para análises clínicas).
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O profissional treinado para a função faz a coleta em lesões cutâneas (pele) ou mucosas que possuam aspecto de vesículas, úlceras ou crosta. O exame está disponível para agendamento da coleta, já que o paciente deve ser manter em isolamento.
“Considerando a recente reclassificação da doença como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional pela OMS, realizamos análises de bioinformática em nosso setor de Biologia Molecular. Essas análises, confirmam que o teste de detecção do vírus Mpox por PCR ofertado pelo Sabin é capaz de detectar a nova variante”, explica a biomédica Graciela Martins, gerente do Núcleo Técnico Operacional (NTO) do Sabin.
OMS aponta que Mpox apresenta quadros diferentes
Sintomas e contaminação | Segundo a OMS, a Mpox pode apresentar quadros diferentes de sintomas para casos suspeitos em humanos. Portanto, quando uma pessoa apresenta bolhas na pele de forma aguda, acompanhadas de dor de cabeça, febre acima de 38,5 °C, linfonodos inchados (ínguas), dores musculares e no corpo, dor nas costas, fraqueza e calafrios, deve procurar um médico. O profissional, que vai avaliar a necessidade de exames laboratoriais para confirmar a enfermidade.
O Ministério da Saúde, por sua vez, informa que se trata de doença causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae. Ademais, trata-se de uma doença zoonótica viral, em que sua transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoa infectada pelo vírus. Logo, materiais contaminados ou animais silvestres infectados (roedores). O MS também informou que o surto apresenta baixo nível de transmissão fora do continente africano até o momento e mantém a vigilância da doença como prioritária.
O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da Mpox (período de incubação) é tipicamente de três a 16 dias. Mas, pode chegar a 21 dias. Assim, após a manifestação de sintomas como erupções na pele, o período em que as crostas desaparecem, a pessoa doente deixa de transmitir o vírus a outras pessoas. As erupções na pele geralmente começam dentro de um a três dias após o início da febre, mas às vezes, podem aparecer antes da febre.
É necessário 21 dia de isolamento
Protocolo e Tratamento | Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda o isolamento de 21 dias do paciente positivo para Mpox. A doença geralmente é autolimitada, ou seja, a enfermidade costuma desaparecer de forma espontânea, sem necessidade de tratamento. O paciente deve receber atenção clínica para aliviar os sintomas, evitando complicações graves, especialmente, em crianças, mulheres grávidas ou pessoas com imunossupressão devido a outros problemas de saúde.
Grupo Sabin | Referência em saúde, destaque na gestão de pessoas e liderança feminina, dedicado às melhores práticas sustentáveis e atuante nas comunidades, o Grupo Sabin nasceu em Brasília (DF), fruto da coragem e determinação de duas empreendedoras, Janete Vaz e Sandra Soares Costa, em 1984. Hoje conta com 7.000 colaboradores unidos pelo propósito de inspirar pessoas a cuidar de pessoas. O grupo também está presente em 14 estados e no Distrito Federal oferecendo serviços de saúde com excelência. Inovação e responsabilidade socioambiental às 78 cidades em que está presente com 362 unidades distribuídas de norte a sul do país.
Assim, o ecossistema de saúde do Grupo Sabin integra portfólio de negócios que contempla análises clínicas, diagnósticos por imagem, anatomia patológica, genômica, imunização e check-up executivo. Além disso, contempla também serviços de atenção primária contribuindo para a gestão de saúde de grupos populacionais por meio de programas e linhas de cuidados coordenados. Pela Amparo Saúde e plataforma integradora de serviços de saúde – Rita Saúde – solução digital que conta com diversos parceiros como farmácias, médicos e outros profissionais, promovendo acesso à saúde com qualidade e eficiência.