Iniciativa “Mulheres que Pensam o Brasil” defende destinação de multas eleitorais para ações suprapartidárias de formação e fortalecimento de lideranças femininas
Organizações da sociedade civil estiveram reunidas nesta quarta-feira (18), em Brasília, com a ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia. Ademais, para apresentar a iniciativa “Mulheres que Pensam o Brasil”. Ainda mais, dialogar sobre um projeto de lei voltado à ampliação da participação feminina na política brasileira.
A articulação reúne a Quero Você Eleita (QVE), o Instituto Global ESG, o Elas Pedem Vista, o Elas no Poder, o Instituto Latino-Americano de Governança e Compliance Público, a Rede Governança Brasil e a RIG – Mulheres em Relações Governamentais, com apoio da Lumine na articulação e na comunicação institucional da iniciativa.
O principal eixo da proposta legislativa é a destinação de multas eleitorais para ações suprapartidárias de formação. Assim como, a capacitação e fortalecimento de lideranças femininas, com o objetivo de ampliar, de forma concreta e estruturada, a presença de mulheres nos espaços de decisão.
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Além desse ponto, a iniciativa busca fortalecer o debate público sobre participação política feminina. Também, criar mecanismos permanentes de estímulo à presença de mulheres na vida institucional do país. Além de, apoiar a construção de políticas de longo prazo voltadas à equidade de gênero na democracia brasileira.
Durante o encontro, a ministra Cármen Lúcia ressaltou que, embora o cenário tenha apresentado progressos recentes, o ritmo de ampliação da presença feminina na política ainda está longe do necessário. Logo, exige ações concretas e permanentes. “Houve avanços, mas ainda é pouco. É preciso criar caminhos consistentes para que as mulheres não sejam desestimuladas a participar e para que essa presença cresça de forma efetiva nos espaços de decisão”, afirmou ministra.
O problema é estrutural
Para Gabriela Rollemberg, da Quero Você Eleita, a proposta parte de uma lógica de aproveitamento de recursos já existentes para enfrentar um problema estrutural da democracia brasileira. “A proposta busca transformar recursos já existentes em investimento direto na ampliação da presença das mulheres nos espaços de decisão. Apenas em 2025, foram R$ 103 milhões de reais de multas decorrentes de ilícitos eleitorais que retornaram para os partidos políticos. Esse valor é mais do que um terço do orçamento do Ministério das Mulheres deste ano”, disse.
Segundo as organizações envolvidas, a agenda com a ministra representa um passo importante na consolidação de uma mobilização nacional. Quer dizer que, seja voltada à ampliação da participação feminina na política. Logo, por meio do diálogo institucional, da construção coletiva e da articulação entre sociedade civil, lideranças e instituições públicas.
Mais do que um encontro institucional, a reunião simboliza o fortalecimento de uma agenda que busca tornar a democracia brasileira mais plural, representativa e conectada à realidade das mulheres no país.
Por Bruna Marota
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