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Passagem aérea média sobe para R$ 776 e acumula alta

A alta no preço do querosene de aviação impulsionou o valor das passagens no país, acumulando um avanço real de 14,5%.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que a passagem aérea média sobe para R$ 776 e acumula alta no país. Os dados oficiais mostram que o valor médio por trecho atingiu R$ 776,87 durante as vendas registradas no mês de agosto.

Esse resultado representa uma alta real de 14,5% em relação ao mesmo período do ano passado após o desconto da inflação. Além disso, a tarifa média acumulou uma elevação de 15,1% na comparação direta com os preços praticados em agosto de 2024.

O encarecimento do querosene de aviação impulsionou diretamente a elevação nos custos operacionais praticados pelas empresas do setor de transporte aéreo. O litro do combustível alcançou R$ 4,98 no mercado nacional, registrando uma alta expressiva de 31,8% em doze meses de análise.

Distribuição de tarifas e metodologia de cálculo

A pesquisa da agência revela que a passagem aérea média sobe para R$ 776 e acumula alta mesmo com variações entre bilhetes. As estatísticas mostram que 34,8% dos assentos comercializados custaram menos de R$ 500 para os passageiros no período analisado.

Por outro lado, 9,2% das passagens vendidas superaram a marca de R$ 1,5 mil nas rotas domésticas de todo o país. Consequentemente, o número divulgado representa a média de todos os assentos e não reflete o preço único pago pela maioria.

A metodologia da Anac analisa todos os bilhetes adquiridos para voos nacionais sem incluir as taxas e os serviços adicionais. Portanto, os custos com bagagem despachada, marcação de assento e compras com milhas não entram no cálculo da tarifa cobrada.

Em suma, a atualização pelo IPCA permite observar a evolução real dos valores cobrados pelas companhias sem distorções da inflação. Assim, o painel do setor aéreo confirma a pressão contínua do combustível sobre os custos finais das viagens no Brasil.

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