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PF suspeita de ligação entre Dias Toffoli e fundo offshore

Investigadores da Polícia Federal apontam que o ministro Dias Toffoli pode ser o beneficiário oculto de um fundo milionário associado ao Banco Master.

A Polícia Federal suspeita que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, seja o beneficiário final do fundo Arleen, instituição financeira que recebeu 35 milhões de reais do empresário Daniel Vorcaro. Nesse sentido, PF suspeita de ligação entre Dias Toffoli e fundo offshore após analistas identificarem transferências milionárias enviadas diretamente para as Ilhas Virgens Britânicas.

Ademais, os investigadores detalham que as movimentações financeiras utilizaram a holding Egide I para consolidar o envio de ativos ao exterior. O relatório policial afirma taxativamente: “Foram identificados diversos elementos de informação que, analisados de forma conjunta, apontam no sentido de que o ministro José Antonio Dias Toffoli possa ter figurado como beneficiário final ou proprietário de fato do FIP Arleen, bem como de seus ativos”.

A partir desse contexto, a Polícia Federal analisa operações realizadas ao longo do ano passado para rastrear o caminho do dinheiro. Em fevereiro, o empresário Alberto Leite comprou o fundo Arleen. No mês seguinte, o empresário registrou a holding Egide I no Caribe e alterou o regulamento do fundo para autorizar investimentos internacionais. Posteriormente, em dezembro, a gestão transferiu cerca de 34 milhões de reais para a empresa no exterior.

Movimentações financeiras e suspeitas no Judiciário

Além das transações bancárias, os agentes suspeitam que Vorcaro influenciou o posicionamento de Toffoli em um julgamento sobre precatórios do setor sucroalcooleiro. A disputa da destilaria Alcídia impactava diretamente a carteira de 10 bilhões de reais do Banco Master. Diante disso, o diretor jurídico André Kruschewsky enviou mensagens ao banqueiro ressaltando: “É importante! Serve de paradigma para nossos casos.”

Historicamente, o ministro apoiava a tese das usinas nas ações judiciais. Contudo, Toffoli alterou subitamente seu entendimento em um caso semelhante, decidindo a favor da União. O sobressalto gerou apreensão na cúpula do banco e motivou conversas imediatas entre os executivos. Kruschewsky escreveu: “Toffoli virou o voto” e complementou logo em seguida: “Tô tratando aqui”.

Consequentemente, na data prevista para a deliberação, o ministro Kassio Nunes Marques pediu vista do processo e Toffoli justificou ausência. A Corte retomou o julgamento em outubro, momento em que a tese da usina prevaleceu por 3 votos a 2 com a virada conclusiva de Toffoli. Assim que o painel confirmou a vitória, um operador comemorou com Vorcaro: “Ganhamos Alcídia”.

Posicionamento oficial e desdobramentos da investigação

Apesar das graves suspeitas expostas nos diários da apuração, os investigadores ressaltam que o relatório “demanda aprofundamento analítico, não sendo no presente momento suficientes para conclusões definitivas”. No entanto, a equipe policial reafirma que o material coletado exige prosseguimento criterioso nas análises.

Por outro lado, a assessoria do ministro sustentou formalmente: “Em relação ao citado relatório, desde logo cabe dizer que ele foi arquivado, com decisão de trânsito em julgado”. Além disso, a defesa destacou: “conforme nota oficial do STF, do dia 12 de fevereiro de 2026, os dez ministros tiveram ciência de todo o seu conteúdo e das devidas informações preparadas pelo ministro tanto no formato escrito quanto presencialmente, deliberando não ser o caso de suspeição. Previamente o presidente Edson Fachin já havia rejeitado o pedido de distribuição como inquérito. Decisões estas, repita-se, transitadas em julgado.”

Apesar das alegações da defesa sobre o encerramento do caso, o relatório investigativo permanece sob custódia da Polícia Federal para eventuais desdobramentos. Por fim, as evidências colhidas mostram por que a PF suspeita de ligação entre Dias Toffoli e fundo offshore durante apurações institucionais.

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