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PSD negocia três ministérios de peso no governo Lula

A legenda de centro busca pastas estratégicas para garantir governabilidade e reforçar sua influência regional no novo mandato federal.

O Partido Social Democrático (PSD) articula a manutenção de pelo menos três ministérios na composição do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília. A legenda mira pastas estratégicas com forte apelo regional e orçamento elevado para reforçar seu peso político. O movimento ocorre em meio à reacomodação dos partidos de centro na Esplanada dos Ministérios. Para embasar o pleito, a liderança da sigla alega fidelidade nas votações do Congresso Nacional durante a gestão anterior. Procurados pela reportagem, a assessoria do Palácio do Planalto e os dirigentes partidários não comentaram oficialmente as negociações. Assim, o PSD negocia três ministérios de peso no governo Lula.

Na atual estrutura governamental, a legenda comanda os ministérios de Minas e Energia, da Agricultura e da Pesca. Dirigentes partidários consideram improvável a perda de espaço na Esplanada dos Ministérios. O partido argumenta que mantém expressiva representatividade legislativa e apoio parlamentar constante ao Poder Executivo.

Disputa por pastas e articulação de bastidores

Além disso, o PSD busca priorizar o comando da Agricultura e de Minas e Energia. A Agricultura atrai os congressistas pela grande quantidade de emendas parlamentares destinadas à compra de máquinas. O órgão também permite a interlocução direta com as 887 prefeituras geridas pela agremiação.

Paralelamente, a sigla quer substituir a Pesca por um ministério de maior projeção nacional. Integrantes do partido citam como opções as pastas dos Transportes, das Cidades ou da Integração e do Desenvolvimento Regional. O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes surge como um dos nomes cotados internamente para assumir uma das estruturas.

Dessa forma, o Palácio do Planalto vê com bons olhos a aproximação com a legenda. A cúpula governista considera o partido essencial para garantir estabilidade e aprovar projetos prioritários em um Congresso com forte presença da oposição.

Diretrizes econômicas e condicionantes partidárias

Nesse sentido, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, condicionou o apoio formal da sigla à condução da política econômica federal. O dirigente declarou que a legenda espera reformas estruturais para consolidar a aliança institucional.

“Se ele fizer um governo para o centro, deixando claro quais serão as suas linhas mestras na condução da política econômica, apoiando algumas reformas estruturais, por que não apoiá-lo?”, disse Kassab ao Canal Livre.

Em entrevista à CNN, o dirigente reiterou que não impôs a entrega de cargos como premissa absoluta para o diálogo. Contudo, em declaração ao jornal O Globo, Kassab admitiu a possibilidade de assumir um cargo no primeiro escalão.

“Não está no meu horizonte [ser ministro novamente], já fui de duas pastas. Mas é claro que é muito honroso ser e não descarto voltar mais uma vez”, afirmou o dirigente.

Por fim, o governo busca concluir o desenho dos ministérios nos próximos dias para assegurar sua base aliada. Conforme avançam as conversas na capital federal, o PSD negocia três ministérios de peso no governo Lula.

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