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Puxado por Nikolas, candidato com sobrenome falso se elege

Aliado do Podemos usa nome de urna não familiar, filia-se ao PL de Minas Gerais e garante vaga na Câmara dos Deputados.

BELO HORIZONTE — Puxado por Nikolas, candidato com sobrenome falso se elege deputado federal pelo Partido Liberal em Minas Gerais. O ex-secretário do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e do governo paulista, Thiago Martins Milhim, concorreu sob o nome de urna “Thiago Ganem”. Ele obteve 42,7 mil votos e conquistou a 15ª vaga do partido no Estado durante as eleições de 2026. A votação expressiva do deputado Nikolas Ferreira garantiu a eleição do dirigente licenciado do Podemos.

Sem laços parentais com a família Ganem, o parlamentar eleito criou redes sociais direcionadas ao eleitorado mineiro focado na causa animal. O candidato registrou a alteração de domicílio eleitoral para Belo Horizonte em junho de 2025. Acordos de bastidor entre as direções nacionais do PL e do Podemos viabilizaram a transferência partidária para a disputa parlamentar.

Estratégia de marketing e tramitação na Justiça Eleitoral

Além disso, a legislação eleitoral proíbe nomes de urna que gerem dúvida sobre a identidade do postulante. O Ministério Público Eleitoral contestou a apelação usada pelo candidato, mas protocolou a ação fora do prazo legal. Consequentemente, a Justiça Eleitoral rejeitou o pedido de impugnação e manteve a candidatura regular nas urnas. O deputado federal Bruno Ganem (Podemos-SP), idealizador do grupo político focado em resgates de animais, não conseguiu a reeleição em São Paulo.

Em contrapartida, o parlamentar eleito defendeu a legalidade da conduta e esclareceu a separação dos perfis virtuais em nota oficial. Em resposta à imprensa, Thiago Milhim declarou: “Fui eleito pelo PL e é pelo PL que inicio essa nova jornada do nosso mandato. A prioridade é trabalhar por Minas Gerais e cumprir os compromissos que assumi com os mineiros.”

Nesse sentido, a bancada mineira do PL contabiliza o novo integrante entre os eleitos do pleito proporcional. O eleito evitou garantir a permanência no partido durante o exercício do mandato na futura legislatura federal. Assim, o pleito de 2026 registra o caso em que, puxado por Nikolas, candidato com sobrenome falso se elege para o Congresso.

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