A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB-MS), afirmou que não irá disputar o governo de São Paulo. A decisão foi tomado após diálogo com o presidente Lula (PT), que segundo Tebet, teve como cenário mais citado uma eventual disputado ao Senado.
Ao negar a possibilidade de disputar o governo do Estado, Tebet citou nomes do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) e do vice-presidente da República, Geraldo Alckimin (PSB). Desse modo, para a ministra, são nomes fortes da base governista a disputar o Palácio dos Bandeirantes.
“Eu entendo que São Paulo tem dois nomes de peso relevantes, importantes, que têm condições de performar muito bem e de levar inclusive [as eleições] para um segundo turno, que são o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente Geraldo Alckmin”, afirmou após participar do evento no Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), em São Paulo.
Leia também:
França confirma pré-candidatura e Tebet em dilema
Ministra não confirma saída do MDB
Simone Tebet também não confirmou se deixará o MDB. Em São Paulo, o partido dela apoia o governador Tarcísio Freitas (REP.) e abriga o prefeito Ricardo Nunes como filiado. A ministra recebeu de Márcio França (PSB), convite para trocar de partido. Mas, afirmou que seu destino político está nas mãos de Lula, com quem ainda terá novo diálogo para a definição.
Segundo o colunista do jornal O Globo e comentarista da CBN, Lauro Jardim, o PT já está fazendo pesquisas. O intuito é avaliar a viabilidade eleitoral de Tebet para a eleição ao Senado em São Paulo. A chapa para disputar as duas vagas no Senado que está na cabeça da cúpula do partido reúne Tebet e Marina Silva, que deve se filiar ao PT em março.
Segundo o jornalista do O Globo, Sérgio Roxo, Simone Tebet está com sua imagem desgastada no Mato Grosso do Sul, estado em que Bolsonaro venceu a disputa contra Lula, com 59,49% contra 40,51% dos votos. Assim, o apoio dado ao petista no 2º turno da disputa eleitoral complicou o cenário político. Principalmente, porque o MDB faz parte do Governo de Eduardo Riedel, que deixou o PSDB e se filiou ao PP, se aproximando de Bolsonaro.