Segundo o G1, a Casa Branca, afirmou nesta terça (6) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, analisa meios de anexar à Groelândia ao território americano. Inclusive se necessário, usar força armada é uma das opções. O presidente norte-americano afirma a necessidade de ter a Groelândia desde seu primeiro mandato, e assim que assumiu novamente a presidência começou novamente com o discurso.
Esta opção pode significar o fim da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), segundo a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen:
“Se os Estados Unidos decidirem atacar militarmente outro país da Otan, então tudo para. Inclusive a nossa Otan e a segurança implementada desde o fim da Segunda Guerra Mundial”.
A ilha da Groelândia está localizada no continente norte-americano, mas é, fortemente, associada política e culturalmente à Dinamarca, país escandinavo que a colonizou até 1953. No ano de 1979 obteve autonomia. Desde 2009 obteve autorização da Dinamarca para formar um governo próprio e aprovou a Lei de Autogoverno em referendo.
Por esta lei, significa que a Groelândia pode assumir áreas adicionais, mas, as políticas externas, de defesa e de segurança não podem ser transferidos para a Groelândia. Atualmente, mantém dois representantes no parlamento dinamarquês.
Leia também
Clique aqui e leia também: Energia a carvão 62% mais cara de familiar de Kassab é contratada pelo governo Lula
O receio de uma investida norte-americana cresceu após a invasão da Venezuela. Em sua rede social o primeiro-ministro da Groelândia, Jeans-Frederik Nielsen, reclamou das atitudes do presidente norte-americano:
“Já chega! Chega de pressão. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação”.
A Dinamarca anunciou no ano passado um investimento de 42 bilhões de coroas dinamarqueses, em presença militar no Ártico. Os EUA consideram a Groelândia um território estratégico para sua segurança nacional. A população groenlandesa tem se manifestado contrário à intenção norte-americana.