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Exigências globais redefinem regras do agronegócio

Especialistas reunidos no Global Agribusiness Forum apontam que exigências ambientais, sanitárias e de rastreabilidade reconfiguram o comércio internacional. O setor exige atuação coordenada do país para preservar mercados e assegurar competitividade.

Especialistas do setor agropecuário reunidos nesta quinta-feira (1º) no Global Agribusiness Forum, em São Paulo, debateram o avanço de barreiras regulatórias no comércio global. Além disso, as exigências globais redefinem regras do agronegócio e demandam coordenação do Brasil para proteger mercados.

O presidente da Academia Latino-Americana do Agro, Manoel Mário de Souza Barros, enfatizou que as normas sanitárias e os mecanismos de monitoramento elevam custos. Portanto, o fortalecimento da capacidade de negociação do país evita bloqueios ao comércio exterior.

Exportações de alimentos como instrumento de geopolítica

Paralelamente, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, destacou o papel estratégico dos embarques brasileiros durante crises geopolíticas globais. Assim, o dirigente defende o uso da capacidade produtiva nacional como ferramenta de negociação comercial frente às pressões por sustentabilidade.

Por sua vez, a especialista da Agroicone, Laura Antoniazzi, citou as regras da União Europeia sobre desmatamento nas cadeias de café e eucalipto. A consultora declarou sobre os novos custos: “Isso vai gerar custos. A questão é como dividir e quem vai pagar por eles de uma forma mais justa”.

Em suma, exigências globais redefinem regras do agronegócio e impõem parcerias entre governo e iniciativa privada para manter a competitividade das exportações. Os líderes do setor ressaltam que a comprovação de origem constitui fator determinante para a inserção internacional do país.


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