Grupo especializado invade depósito da tradicional vinícola Marchesi Antinori na Toscana e leva lote de rótulos de luxo avaliado em 5 milhões de euros.
A quadrilha rouba 30 mil garrafas de vinho na Itália após invadir o depósito da tradicional vinícola Marchesi Antinori em Cortona, na região da Toscana. A ação criminosa ocorreu no último sábado (3) e provocou um prejuízo estimado em 5 milhões de euros (cerca de R$ 30 milhões).Setes homens mascarados desativaram os sistemas de alarme e utilizaram dois caminhões para transportar o lote, que contava com rótulos supertoscanos como Tignanello, Solaia e Guado al Tasso. Os funcionários da empresa identificaram o furto na segunda-feira (5), e a vinícola divulgou o ocorrido nesta sexta-feira (9).
Modus operandi e precedentes no mercado italiano
Assim, as garrafas furtadas estavam preparadas para despacho ao mercado internacional. Além disso, o mercado em que a vinícola atende a mais de 170 países. Cada unidade possui valor de venda estimado entre € 150 e € 350. No Brasil, a safra de rótulos como o Tignanello atinge a faixa de R$ 1.900 ao consumidor final.
Este caso representa o terceiro ataque contra produtores de vinho italianos em menos de três meses. Em setembro, criminosos levaram 3 mil garrafas da vinícola Conterno Fantino, no Piemonte. Anteriormente, em junho, a cave da vinícola Banfi, na mesma região, sofreu a subtracção de 3,3 mil garrafas de espumante. Até o momento, as autoridades policiais não recuperaram nenhum dos lotes roubados.
Medidas de proteção e alerta aos compradores
O principal executivo da Marchesi Antinori, Renzo Cotarella, explicou que a empresa comunicou o furto publicamente para barrar a comercialização ilegal dos produtos. “Nós ainda acreditamos que vamos encontrar os vinhos. Dois caminhões não podem simplesmente desaparecer”, declarou Cotarella.
Além disso, a vinícola informou que todas as unidades levadas possuem um sistema antifalsificação para verificação de origem e autenticidade. Assim, a empresa alertou que o roubo afetará a distribuição global dos rótulos e orientou os clientes a desconfiarem de ofertas fora dos padrões normais. Ademais, diante das investigações em andamento na Toscana, a confirmação de que uma quadrilha rouba 30 mil garrafas de vinho na Itália coloca os distribuidores internacionais em alerta.
Fonte:
Suzana Barelli
Estado de São Paulo – Estadão