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Campanhas reavaliam estratégias para debate na TV Globo

Equipes de Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva reajustam postura antes do último confronto do segundo turno, marcado para a próxima sexta-feira.

As campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram orientadas a reavaliar postura e estratégia para o último debate presidencial. O confronto decisivo ocorre nesta sexta-feira (23) na TV Globo. As duas equipes constataram erros e oportunidades perdidas no embate promovido pela TV Bandeirantes. Por essa razão, os coordenadores buscam reajustar o formato da apresentação dos candidatos na reta final da disputa.

Durante análise no programa WW, da CNN Brasil, o analista Caio Junqueira destacou a preparação prévia como fator determinante no palco. Segundo o jornalista, o candidato petista demonstrou excesso de confiança devido ao seu histórico político. “O Lula foi melhor quando ele foi mais Lula e menos marketing”, afirmou o analista. Além disso, a análise apontou que o atual presidente caiu em provocações diretas do adversário ao longo da transmissão.

Análise de desempenho e movimentos de bastidor

Paralelamente, a analista de economia Thais Herédia avaliou o desempenho do candidato do PL durante o programa. A jornalista observou que o senador pareceu bem treinado diante do público. “Ele encontrou um jeito de se comunicar e pareceu bem treinado, mas não conseguiu passar a ideia de alguém que está preparado para governar o Brasil”, ponderou Herédia.

Em contrapartida, o CEO da empresa Nexus, Marcelo Tokarski, analisou a postura corporal do parlamentar no estúdio. De acordo com o especialista, o postulante adotou trejeitos similares aos de Donald Trump em embates nos Estados Unidos. “Isso me pareceu ali muito inspirado nessa forma de atuação de Donald Trump”, declarou o executivo.

Além disso, o diretor de Jornalismo da CNN em Brasília, Daniel Rittner, revelou bastidores de divergências na comunicação petista. A atuação do marqueteiro Sidônio Palmeira gerou tensão na equipe e críticas públicas de interlocutores, como o deputado federal eleito Jones Manoel. Por outro lado, Rittner alertou que a agressividade de Flávio Bolsonaro pode transmitir falta de equilíbrio ao eleitorado moderado.

Eleitores indecisos e risco de abstenção

Segundo dados apresentados por Tokarski, cerca de 8,4% do eleitorado admite alterar a escolha do voto até o dia do pleito. As pesquisas de intenção de voto mostram vantagem de Flávio Bolsonaro nos votos válidos por margem estreita, variando entre um e três pontos percentuais. Além disso, especialistas alertam sobre o risco de abstenção entre eleitores que priorizam a rejeição ao adversário.

Nesse sentido, o evento na TV Globo ganha relevância para atrair eleitores que definem a escolha nas últimas 48 horas da eleição. A busca por votos indecisos orienta os últimos ajustes nas duas candidaturas majoritárias.

Por fim, o cenário eleitoral indefinido reforça por que as campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram orientadas a reavaliar postura e estratégia antes da transmissão do encontro. As estratégias de comunicação passam por revisão rigorosa até o momento do evento televisivo.

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