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Eleições 2026: Lula atrai 71% dos novos votos do 2º turno

Análise do Real Time Big Data indica que o presidente reeleito capturou quase 10 milhões dos 14 milhões de novos votos e virou o placar em 213 municípios do país.

O presidente Lula (PT) garantiu a reeleição ao atrair 71% dos 14 milhões de novos votos registrados nas urnas durante o segundo turno das Eleições. A confirmação ocorreu após a apuração oficial dos dados eleitorais no último domingo (25). Nesse cenário, a apuração revelou um movimento atípico de transferência de votos que reverteu o resultado da primeira etapa do pleito.

Paralelamente, o analista e sócio da consultoria Real Time Big Data, Bruno Soller, detalhou a movimentação do eleitorado em entrevista concedida à CNN Brasil. Segundo o especialista, o presidente capturou cerca de 10 milhões das novas citações depositadas nas urnas.

“O fato é que tivemos 14 milhões de novos votos, desses 14, o presidente Lula pegou quase 10 milhões deles, ou seja, 71% das pessoas que foram votar, dos novos votos que apareceram nas urnas para esses dois candidatos, foram para o presidente Lula. Não era o esperado”, explicou Soller.

Além disso, o analista ressaltou que as projeções estatísticas prévias não conseguiram antecipar a dimensão do avanço governista na etapa decisiva.

“Ninguém conseguiu captar (sentimento de virada), não tenho uma resposta pronta para te dar. Dos 24 modelos probabilísticos que fizemos, os 24 apontavam para uma vitória do Flávio Bolsonaro. Ou seja, foi algo muito fora da curva na vitória do presidente Lula. Nunca na história do mundo a gente viu um movimento tão grande nesse sentido”, acrescentou Soller.

Geografia da virada e fatores determinantes

Nesse sentido, a alteração no comportamento do eleitorado permitiu que Lula conquistasse a vitória em 213 municípios. Nestes, os quais o senador Flávio Bolsonaro (PL) havia liderado no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. O levantamento estatístico aponta mudanças significativas de preferência em cidades espalhadas por 18 estados brasileiros, incluindo duas capitais: Rio de Janeiro e Macapá.

O estado de Minas Gerais concentrou o maior número de municípios que alteraram a escolha de candidato, somando 76 cidades viradas. Em seguida, São Paulo registrou 33 mudanças; o Paraná somou 20 e o Rio Grande do Sul contabilizou 19. Além disso, Goiás apresentou 14; e Tocantins fechou a lista principal com 12 localidades.

Ao avaliar os motivos que impulsionaram o eleitorado, Soller destacou que a consolidação da vitória envolveu múltiplos fatores políticos e econômicos.

“Não é possível que 10 milhões de votos venham para alguém sem que essa pessoa tenha, pelo menos, despertado no eleitorado uma vontade de votar nele. Vamos ter que analisar o quanto aquele pacote de benesses, que havia aprovação mas que parecia não virar voto, o quanto aquilo de fato virou voto mesmo. Pode ser efeito disso e a gente não conseguiu captar”, afirmou o analista.

Fatores de rejeição e resultado das urnas

Além do pacote de medidas econômicas, os estudos da consultoria indicavam que a rejeição ao candidato adversário influenciou o pleito. Os modelos de projeção mostravam que a maior probabilidade de reeleição petista ocorria no confronto direto contra Flávio Bolsonaro, devido à alta taxa de recusa ao nome do senador.

No resultado nacional definitivo divulgado pelas autoridades eleitorais, Lula alcançou o quarto mandato presidencial ao somar 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. Por sua vez, Flávio Bolsonaro encerrou a disputa com 59.826.041 votos, atingindo 48,21%. O dado consolida uma reversão em relação ao primeiro turno, quando o senador do PL liderou com 47,03% frente a 45,16% do atual chefe do Executivo. Dessa forma, com a contagem oficial das urnas encerrada, consolida-se o levantamento de que nas Eleições 2026: Lula atrai 71% dos novos votos do 2º turno.

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