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Perito afirma que Caixa lesou o Corinthians em arena

A análise pericial aponta cobranças indevidas no financiamento do estádio. Contudo, a verificação dos documentos revela inconsistências nos cálculos que questionam a inversão da responsabilidade pelo calote na dívida.

Na semana com novas revelações do Banco Master, o futebol testou a paciência do cidadão. Dessa forma, o perito Anísio Costa Castelo Branco afirma que Caixa lesou o Corinthians em arena ao longo dos últimos anos.

O especialista levou os cálculos ao Ministério Público de São Paulo. O órgão admitiu falta de conhecimento técnico, mas alertou que dirigentes podem ter cometido gestão temerária ao pagar valores indevidos.

Para quem acompanha a história da Neo Química Arena, a alegação causa espanto. A obra do estádio custou R$ 1,2 bilhão em 2014, época de sua construção original na capital paulista.

A construtora Odebrecht financiou um terço da obra com recursos públicos. A empresa entrou em recuperação judicial após a Operação Lava Jato, transferindo o prejuízo financeiro para o erário.

Além disso, a Caixa injetou outro terço do valor ao comprar debêntures no período pré-Copa. A operação bancária gerou diversos problemas financeiros para a instituição nos anos seguintes.

O clube assumiu a responsabilidade de quitar apenas o terço final do montante total. O financiamento de R$ 400 milhões do BNDES contou com intermediação da Caixa, mas o clube mantém a dívida.

Doze anos após a inauguração, o acordo assinado em 2022 continua pendente. Nesse cenário, o perito afirma que Caixa lesou o Corinthians em arena ao aplicar juros e multas excessivas.

Análise dos Documentos e Inconsistências Técnicas

O levantamento realizado no Sport Insider analisou 3.214 páginas de processos judiciais. O estudo examinou e-mails enviados ao clube, a representação inicial e o laudo técnico do especialista na íntegra.

A análise revelou que a perícia acusou a ausência de planilhas que já estavam anexadas aos autos. O parecer também presumiu pagamentos não realizados pelo time durante o período do contrato.

Paralelamente, o técnico alterou valores numéricos em apenas dois dias de intervalo entre os documentos. Ele também omitiu parte da taxa de juros na atualização dos valores para o ano atual.

Essas inconsistências deveriam ter freado a empolgação do Ministério Público e da imprensa local. Embora possam existir erros nas multas, os fatos não invertem a responsabilidade sobre a gestão do dinheiro público.

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