PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PL reconhece vitória de Lula e rejeita contestação

Partido de Valdemar Costa Neto se distanzia de carta de Flávio Bolsonaro para evitar multas do TSE e preservar repasses do Fundo Partidário.

O PL reconhece vitória de Lula e rejeita contestação às urnas eletrônicas nesta quinta-feira (29), em Brasília, após a definição do segundo turno das eleições presidenciais. O Partido Liberal adotou uma postura diferente do pleito anterior ao validar a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A direção partidária não endossou a carta em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) alega fraude e se declara líder da oposição nos Estados Unidos.

O presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, criticou publicamente o documento e a saída do parlamentar do país. “Flávio passou por uma situação difícil, nós compreendemos, mas não aprovamos. Queremos tocar o país para frente”, disse Valdemar.

Preservação financeira e histórico de sanções do TSE

Paralelamente, a cúpula do PL busca evitar novas punições financeiras da Justiça Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) multou a legenda em R$ 22,9 milhões em 2022 por litigância de má-fé após o partido pedir a invalidação de votos de 279 mil urnas.

Nesse sentido, o ministro Alexandre de Moraes classificou a contestação técnica da época como “esdrúxula” e determinou o bloqueio dos recursos partidários. “As urnas eletrônicas, de todos os modelos, são perfeitamente passíveis de plena, segura e clara identificação individual”, declarou Moraes na ocasião.

Além disso, a sigla quitou a dívida em fevereiro de 2023 para recuperar o acesso às verbas públicas. O PL recebeu R$ 881 milhões do Fundo Eleitoral em 2026, montante que representou a maior fatia entre as legendas registradas no TSE.

Representação parlamentar no Congresso Nacional

Em contrapartida às divergências internas com a família Bolsonaro, o partido consolidou a maior bancada do Congresso Nacional nas urnas. Os dados oficiais da Justiça Eleitoral confirmam a eleição de 121 deputados federais e 29 senadores para a próxima legislatura.

Nesse contexto, os dirigentes partidários decidiram priorizar a atuação parlamentar e a preservação do Fundo Partidário no novo mandato. Por fim, a cúpula partidária busca estabilidade institucional no momento em que o PL reconhece vitória de Lula e rejeita contestação.

PUBLICIDADE

Leia também

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE