Fonte: Por Henrique Hein – Canal Solar
Brasil adicionou 543 MW no primeiro mês do ano; solar respondeu por 509 MW
A energia solar iniciou 2026 mantendo o protagonismo observado ao longo de todo o ano passado. Se em 2025 a fonte foi a que mais adicionou potência instalada e novas usinas ao SIN (Sistema Interligado Nacional), em janeiro o cenário voltou a se repetir.
De acordo com dados da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), o Brasil incorporou 543 MW à matriz elétrica no primeiro mês do ano.
Desse total, 509 MW vieram de 11 novas usinas solares fotovoltaicas que entraram em operação comercial. Logo, o valor é equivalente a mais de 93% da expansão registrada no período.
Assim, além das usinas solares centralizadas, também iniciaram a operação uma usina termelétrica (20 MW) e uma pequena central hidrelétrica (14 MW), somando 13 empreendimentos liberados para operação comercial em janeiro deste ano.
Liderança em 2025 e protagonismo em 2026
Em 2025, o Brasil adicionou 7,4 GW de potência instalada à matriz elétrica, com a entrada em operação comercial de 136 empreendimentos. As grandes usinas solares responderam por 63 empreendimentos, somando 2.81 GW.
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Na sequência, vieram 43 plantas eólicas (1,82 GW), 15 termelétricas (2,50 GW), 11 pequenas centrais hidrelétricas (199,34 MW), uma hidrelétrica (50 MW) e três centrais geradoras hidrelétricas (6,70 MW).
Para 2026, o horizonte aponta para uma expansão ainda mais robusta. A ANEEL projeta a adição de 9,1 GW à matriz elétrica brasileira ao longo do ano, volume 23,4% superior ao registrado em 2025.
O fato de a fonte solar fotovoltaica já ter liderado a expansão do mês de janeiro reforça a expectativa de que o protagonismo observado no ano passado se repita também ao longo de 2026.