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Energia solar é impactada por nova tarifação de Trump

Foto: Casa Branca / Daniel Torok

Apesar de possíveis reflexos macroeconômicos negativos, cenário pode trazer oportunidades ao mercado de renováveis do país

Por Ricardo Casarin
Portal Solar

“Adicionalmente, tais medidas podem levar a um fortalecimento do câmbio norte-americano frente ao real, o que traria pressão adicional aos custos na importação de insumos, partes, peças e produtos ao Brasil, inclusive aqueles voltados para energia solar fotovoltaica, armazenamento de energia elétrica e hidrogênio verde”, diz a entidade.

Oportunidades

Por outro lado, analistas de comércio exterior avaliam que tais medidas podem gerar oportunidades para o Brasil, sobretudo ao atrair empresas e investidores norte-americanos que desejam diversificar seus negócios para fora dos EUA em setores estratégicos, como o de energias renováveis.

Conforme a Absolar, outro potencial reflexo positivo seria a disponibilidade maior de equipamentos e produtos ao mercado brasileiro, que antes seriam destinados aos EUA e agora se tornaram menos competitivos naquele país, devido às tarifas aumentadas.

A associação destacou que o setor solar já passou por situações muito similares durante o primeiro mandato de Trump, sem sobressaltos. “Na verdade, naquele período, tanto o mercado fotovoltaico norte-americano quanto o brasileiro mantiveram-se em alta.”

O líder de mercado da consultoria Aurora Energy Research, Rodrigo Borges, destacou que o Brasil poderá ser visto como destino saudável para investimentos em setores como data centers. Também, hidrogênio verde e eletrificação, o que demanda novos projetos de geração renovável, além de gerar possibilidades de exportação de commodities para os EUA.


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“Com o aumento das tarifas, o Brasil pode produzir hidrogênio verde e diesel renovável , o que vai demandar mais geração renovável e baterias. Apesar do contexto macroeconômico pessimista, o cenário pode ser mais favorável na comparação com outros países”, declarou o especialista, durante evento Mercado Livre Absolar, realizado em São Paulo na quinta-feira (10/04).

Tensão global

Desde março, os Estados Unidos implementaram uma série de aumentos significativos nas tarifas de importação. Ademais, inclui uma tarifa de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio, afetando países como Brasil, Canadá e México. Assim, essa medida eliminou isenções e cotas previamente concedidas a parceiros comerciais estratégicos.

Em resposta às essas medidas, a China aumentou suas tarifas sobre produtos americanos de 84% para 125%. Em retaliação, o Trump elevou as tarifas sobre produtos chineses para 125% com efeito imediato. A disputa comercial entre as duas maiores potenciais econômicas do mundo cria um cenário de incerteza global.

No Brasil, o impacto imediato foi uma forte variação cambial, com o dólar oscilando entre os patamares de R$ 5,80 e R$ 6,10 somente nos últimos dois dias. Logo, o cenário internacional traz perspectivas de dificuldades relacionas a inflação e taxa de juros, que já se encontra em 14,25%, maior nível desde 2016.

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