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Jaques Wagner nega senhas de celulares apreendidos à PF

A Polícia Federal revelou que o senador Jaques Wagner recusou o acesso aos seus aparelhos telefônicos em operação da Operação Compliance Zero.

O senador Jaques Wagner recusou o fornecimento das senhas de dois celulares apreendidos pela Polícia Federal durante uma operação em sua residência, em Salvador. Nesse sentido, Jaques Wagner nega senhas de celulares apreendidos à PF após agentes recolherem um aparelho Samsung preto e outro branco no início da diligência.

Ademais, o ministro André Mendonça, do STF, tornou o documento público nesta sexta-feira após ampliar a retirada do sigilo de processos do caso Master. A medida atendeu a um pedido formal da PGR. A ação ocorreu no âmbito da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga crimes financeiros e corrupção envolvendo o Banco Master e o ex-controlador Daniel Vorcaro.

Investigações sobre patrimônio e relógios de luxo

A partir desse contexto, os investigadores apuram a relação do parlamentar com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, e a suposta solicitação de vantagens indevidas. Entre os episódios investigados estão viagens em jatos particulares, ingressos para shows e a negociação de um imóvel de 2,45 milhões de reais em Salvador.

Durante as buscas, a equipe policial também apreendeu dinheiro em espécie: R$ 16,5 mil, US$ 16.795 e € 39.675, além de relógios de luxo. Os agentes encontraram parte dos valores em uma mala atribuída ao senador e outra parcela em um cofre no closet de sua esposa. O parlamentar alegou que utilizava o dinheiro para custear viagens e adquiriu os relógios ao longo dos anos.

Contudo, a PF destacou a falta de comprovantes: “Chamou ainda a atenção a grande quantidade de relógios de alto valor na residência do investigado. Questionado sobre as suas aquisições, informou que adquiriu ao longo dos anos, contudo, não apresentou nota fiscal de qualquer bem. Assim, foram arrecadados e posteriormente apreendidos os bens referidos no presente Relatório, cujo valor econômico somente poderá ser aferido com precisão após a realização das perícias cabíveis”.

Por fim, o relatório policial reforça as suspeitas sobre a conduta do investigado durante as apurações da Operação Compliance Zero. Por essa razão, Jaques Wagner nega senhas de celulares apreendidos à PF enquanto a corporação dá prosseguimento às perícias nos bens recolhidos.

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