PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Alcolumbre trava PEC dos Agentes de Saúde há meses

Presidente do Senado adia promulgação de proposta aprovada em julho após apelo do Ministério da Fazenda por conta do impacto econômico de R$ 28 bilhões.

Articulação com o governo paralisa promulgação

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, trava PEC dos Agentes de Saúde há meses. Após o Congresso Nacional aprovar o texto em dois turnos com votação expressiva de 74 votos a favor e apenas um contrário. Assim, a proposta de emenda à Constituição aguarda promulgação desde o dia 14 de julho para entrar formalmente no ordenamento jurídico brasileiro. Além disso, a medida estabelece o direito à aposentadoria diferenciada para os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, garantindo a regularização funcional dessas categorias. Logo, o Ministério da Fazenda solicitou a retenção da proposta devido ao impacto fiscal de R$ 28 bilhões previsto na economia pública.

Paralelamente, o ministro interino Dario Durigan negociou o adiamento diretamente com o presidente do Senado para conter a expansão de gastos federais. Nesse sentido, um encontro na residência do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes selou a reaproximação de Alcolumbre com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A partir desse diálogo, o senador definiu um cronograma de votações alinhado aos interesses do Palácio do Planalto, que culmina com a votação da PEC 6 x 1 nesta semana.

Oposição avalia estratégia política para votação

Em contrapartida, parlamentares da oposição observam a retenção da matéria como precedente para contornar eventuais impasses no plenário do Senado. A bancada oposicionista planeja liberar os congressistas na votação marcada para esta quinta-feira. A tática busca proteger a imagem política do candidato Flávio Bolsonaro nesta reta final da campanha do segundo turno. Nesse contexto, os oposicionistas preferem aprovar a matéria no papel a arcar com o desgaste eleitoral de um voto contrário.

Por fim, o sistema oficial do Senado mantém o status da matéria como pendente, registrando apenas que o texto “vai à promulgação” sem indicar prazo conclusivo. A articulação entre os poderes Executivo e Legislativo demonstra como matérias de grande apelo popular passam por negociações orçamentárias nos bastidores de Brasília. Diante do impasse fiscal de R$ 28 bilhões, Davi Alcolumbre trava PEC dos Agentes de Saúde há meses e mantém a promulgação suspensa por tempo indeterminado.

PUBLICIDADE

Leia também

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE