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Corregedoria prende policiais suspeitos de extorquir sequestradores de mãe de Robinho

Agentes teriam abordado um suspeito em sua residência, sem mandado judicial, e exigido a quantia de R$ 1 milhão

A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo prendeu na manhã desta terça-feira (12) quatro investigadores acusados de sequestrar e exigir dinheiro de criminosos envolvidos no sequestro da mãe do ex-jogador Robinho, Marina da Silva Souza, em 2004.

O juiz Djalma Moreira Gomes Júnior, da Vara Regional das Garantias de Osasco, determinou as prisões. O magistrado também autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão e o bloqueio de bens dos envolvidos.

Os policiais civis acusados são: João Ruper Rodrigues, Tiago Henrique Sousa Carvalho, Roberto Castelano e Diogo Prieto Júnior.

Os agentes, segundo a investigação, teriam abordado um suspeito em sua residência, no dia 2 de abril de 2026, sem mandado judicial. Ademais, os investigadores levaram a vítima à sede da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Carapicuíba, na Grande São Paulo, onde a teriam ameaçado de prisão caso ela não pagasse a quantia de R$ 1 milhão.

Assim, as investigações apontam que, após negociações, um primo da vítima efetuou o pagamento de R$ 303 mil em uma padaria em Barueri. Os investigadores teriam contado o dinheiro posteriormente dentro da própria unidade policial. Mesmo após o pagamento parcial, os policiais teriam continuado com as ameaças e cobranças via mensagens e áudios, exigindo o restante do valor.

Provas e decisão

O juiz fundamentou a necessidade da prisão temporária para garantir a continuidade das investigações e evitar a destruição de provas ou a intimidação de testemunhas. Entre as provas apresentadas estão o reconhecimento formal feito pelas vítimas. Assim, mensagens de texto, áudios e registros do sistema “Muralha Paulista”, que confirmaram o deslocamento de veículos dos investigados nos locais e horários relatados.

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de veículos e bens dos investigados. O juiz autorizou mandados de busca e apreensão para as residências dos policiais e nas sedes da DISE de Carapicuíba e no 1º Distrito Policial de Taboão da Serra.

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