Observações feitas do semiárido brasileiro foram o ponto de partida para uma tecnologia desenvolvida que desinfecta água de cisterna e a torna potável. A baiana Anna Luísa Beserra Santos, recebeu aos 22 anos em 2019 das Nações Unidas, o reconhecimento internacional pelo programa Young Champions of the Earth. Ela se tornou assim a primeira brasileira a ter esse reconhecimento.
Em diversas comunidades rurais do Nordeste, existe a política de captação de água da chuva, o que garante água em períodos de estiagem. Mas, esses reservatórios não garantem a segurança para o consumo, ocorrendo diversas contaminações, segundo instituições ligadas à área da saúde ambiental nordestinas.
Do ensino médio para o mundo

O equipamento desenvolvido por Anna, utiliza a radiação solar para desinfectar a água, tornando-a até 99,99% próprio para consumo. Anna escolheu o nome Aqualuz e desenvolveu o dispositivo quando ainda cursava o ensino médio e tinha apenas 15 anos; ele não depende de energia elétrica ou produtos químicos. O sistema conduz a água armazenada para um compartimento transparente, onde ela permanece exposta à luz solar por um período determinado, que pode chegar até quatro horas, dependendo das condições climáticas A exposição da água à luz solar, combina radiação ultravioleta e aumento da temperatura contribuindo, assim, para a redução de microrganismos patogênicos.
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Segundo a SDW for All, instituto do qual Anna Luísa é CEO, a equipe projetou o Aqualuz para ter vida útil de até 20 anos, com capacidade para tratar até 10 litros por hora em condições adequadas de uso. O volume é considerado suficiente para atender às necessidades básicas de uma família, de acordo com parâmetros utilizados em projetos de acesso à água.
O projeto Aqualuz abrange 16 estados do território brasileiro, contemplando toda as Regiões Nordeste, Sudeste e Sul, além de duas províncias equatorianas.
Fonte: Ana Alice / Click Petróleo e Gás