Candidato do PL prioriza reformas no Judiciário e tributária, além da redução da maioridade penal, após reunião em Brasília.
BRASÍLIA — O candidato Flávio Bolsonaro prevê mudanças na Constituição se eleito no segundo turno das eleições presidenciais contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante entrevista a jornalistas nesta quarta-feira (7), em Brasília, o senador do PL enumerou prioridades legislativas para uma eventual gestão. Ele destacou como pautas centrais a reforma do Poder Judiciário, a redução da maioridade penal e alterações na lei tributária.
Após reunião com integrantes da União Progressista (bloco formado por União Brasil e PP), o parlamentar comentou declarações dadas em Goiânia. Flávio Bolsonaro evitou usar a expressão “mudar a Constituição” e ressaltou a necessidade de apresentar propostas de emenda à Constituição (PECs). Em seguida, ele assegurou o fim da reeleição como compromisso pessoal.
Pautas prioritárias e alinhamento com o Congresso
Nesse sentido, o candidato detalhou os projetos que pretende encaminhar ao Poder Legislativo no próximo mandato. Flávio Bolsonaro declarou abertamente aos jornalistas: “Tem que haver reforma do Judiciário. Sou a favor da redução da maioridade, que tem que ser feita por PEC. Pontos da reforma tributária têm que ser alterados por PEC. Fim da reeleição, para dar exemplo. Estou disputando o futuro do meu país, não o poder. Tenho compromisso de não concorrer à reeleição, e Congresso que vai definir os critérios. Se vai valer para presidente, governador.”
Além disso, o senador sustentou que a nova composição das duas Casas Legislativas se alinha à sua candidatura. De acordo com o parlamentar, o Parlamento eleito em 2026 está configurado para uma presidência de perfil conservador. O candidato afirmou categoricamente sobre o contexto eleitoral: “O Congresso está configurado para um presidente como Flávio Bolsonaro. Não tem como encaixar uma peça diferente dessa. Se esse atual presidente continuasse, seria incompatível com esse Congresso.”
Críticas ao governo e proposta de jornada laboral
Em contrapartida, o postulante do PL teceu críticas diretas à atual gestão federal e defendeu responsabilidade econômica. Ao comentar a proposta de fim da escala 6×1 no Senado, o candidato rebateu os projetos da bancada governista e atacou o adversário petista: “Ele tá pensando no poder, não no trabalhador. É óbvio que sou a favor que o trabalhador tenha tempo de folga, pra almoçar com sua família, pra viajar, fazer planos. Não podemos ser hipócritas. Esse é meu diferencial pro Lula. Eu tenho responsabilidade.”
Por fim, o parlamentar negou pretensões autoritárias e prometeu manter a estabilidade democrática e o respeito ao arcabouço jurídico nacional. Em suma, o cenário de articulação política ganha novos desdobramentos enquanto Flávio Bolsonaro prevê mudanças na Constituição se eleito.
Texto fonte:
SBT News