Presidente francês condena declarações sobre saques e aponta uso de imagens geradas por IA a seis meses das eleições no país.
Reação do governo francês e críticas a Trump
O presidente da França, Emmanuel Macron acusa líderes de explorar crise na França para promover agendas políticas próprias após protestos contra o aumento do custo de vida no país. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (20), na esteira de atos violentos a seis meses das eleições presidenciais. O líder francês criticou manifestações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e por dirigentes como o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Nesse sentido, Macron afirmou que “houve manipulação estrangeira de informações no rescaldo” das ocorrências em Paris e em outras cidades. Questionado sobre as falas de Trump, o chefe de Estado disse que os comentários de autoridades foram “tão inaceitáveis quanto estúpidos”. Além disso, o governante denunciou a circulação de “imagens geradas por IA retratando cenas que nunca aconteceram de fato na França”.
Paralelamente, Trump usou os episódios para mobilizar apoiadores nas eleições de meio de mandato americanas. O republicano declarou que o país europeu está sendo “conquistada, saqueada e reduzida a cinzas por migrantes, jihadistas e comunistas”. “Quando vocês virem torres de igrejas em chamas e incêndios violentos na França, lembrem-se de que é isso que os ‘Dumocratas’ radicais querem fazer com os Estados Unidos”, afirmou Trump.
Destruição nas ruas, prisões e oposição interna
As manifestações começaram com demandas estudantis e se expandiram para queixas sobre combustíveis, salários e serviços públicos. No sábado (17), cerca de 550 mil pessoas foram às ruas, superando a estimativa policial de 200 mil participantes. O movimento resultou em saques a lojas e na destruição do prédio da prefeitura do século 19 em Limoges. As autoridades atribuíram os atos a grupos de extrema esquerda e criminosos oportunistas, confirmando a prisão de pelo menos 2,4 mil pessoas.
Em contrapartida, a opositora de extrema direita Marine Le Pen atribuiu a responsabilidade dos distúrbios à gestão atual. “Se a França está hoje à beira da guerra civil, ele [Macron] carrega a responsabilidade primária por isso”, afirmou a política. A líder sustentou que os registros não foram gerados por inteligência artificial, enquanto Macron acusa líderes de explorar crise na França.
Fonte para a notícia:
Camila Stucaluc
SBT News