Estados-pêndulo garantem 100% de precisão desde 1989 e confirmam novo resultado na disputa presencial nacional com vitória nas urnas.
Minas Gerais e Amazonas confirmaram novamente a tradição de acertar o vencedor da eleição para a Presidência da República. Na disputa de 2026, com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após uma virada do primeiro turno, Minas e Amazonas mantêm tradição e acertam vencedor ao registrarem maioria de votos favoráveis ao candidato eleito nacionalmente.
De acordo com os dados eleitorais oficiais da apuração, o presidente Lula liderou a votação nos dois territórios ao somar 51,8% dos votos válidos, enquanto o candidato Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 48,2% da preferência. O resultado confirma o papel decisivo das duas unidades federativas na definição do chefe do Executivo nacional.
Histórico de precisão desde a redemocratização
Historicamente conhecidos como estados-pêndulo por não apresentarem preferência partidária fixa, os dois locais mantêm 100% de precisão nas urnas desde 1989. Naquela ocasião, Fernando Collor de Mello venceu a disputa nacional e obteve 52,82% dos votos válidos em Minas Gerais e 52,69% no Amazonas.
Paralelamente, o tucano Fernando Henrique Cardoso também construiu vitórias nesses estados nas eleições de 1994 e 1998. Em 1994, FHC somou 64,82% da preferência dos mineiros e 60,50% dos amazonenses. Já no pleito de 1998, o candidato alcançou 55,67% em Minas Gerais e 54,67% no Amazonas.
Nesse sentido, a sequência vitoriosa do Partido dos Trabalhadores seguiu o mesmo padrão. Em 2002, Lula registrou 66,51% dos votos válidos em solo mineiro e 65,13% no território amazonense. Quatro anos depois, em 2006, o petista chegou a 86,82% no Amazonas.
Posteriormente, Dilma Rousseff garantiu a preferência em ambas as regiões durante as disputas de 2010 e 2014. Em 2018, Jair Bolsonaro manteve o retrospecto ao vencer com 58,19% dos votos válidos em Minas Gerais e 50,27% no Amazonas.
Em contrapartida, no pleito de 2022, Lula retomou a liderança nesses locais com 50,20% em Minas e 51,10% no Amazonas. Assim, diante de mais uma confirmação em 2026, Minas e Amazonas mantêm tradição e acertam vencedor ao refletirem com precisão o resultado final das urnas brasileiras.
Fonte:
Rafael Rintzel
O Estado de São Paulo – Estadão