A peça de defesa foca em criticar duramente a conduta do relator, acusando-o de desvio de finalidade político-eleitoral e atuação irregular no caso.
A defesa enviada por Alexandre de Moraes ao presidente Edson Fachin reúne 121 tópicos e tem como foco principal a conduta do relator. Nesse contexto, Moraes ataca Mendonça em defesa com 121 tópicos no STF ao acusar o colega de tribunal de agir com desvio de finalidade e de criar uma farsa.
Em primeiro lugar, o documento aponta a ilegalidade da abertura de investigação contra um magistrado da Corte sem aval da PGR ou do plenário. Conforme afirma a defesa, é “patente a nulidade da investigação contra Ministro do Supremo Tribunal Federal determinada de ofício, sem pedido da PF, sem manifestação da PGR, por autoridade incompetente”.
Acusações de obstrução e exploração do calendário político
Além disso, a peça aponta a suposta ocultação de processos e associa a divulgação do relatório ao calendário político-eleitoral das eleições. Segundo Moraes, o relator “preferiu aguardar o momento político-eleitoral mais visível — véspera do comício de 7/9, para produzir sua farsa”.
Paralelamente, o texto denuncia que Mendonça pediu dados diretamente aos investigadores para tentar forçar uma tese pré-existente contra integrantes do tribunal. Ademais, a peça afirma que o relator tentou interferir indevidamente nas negociações de delação premiada para atingir autoridades.
Por fim, a defesa ressalta o uso de critérios desiguais na análise de situações envolvendo outros integrantes da Corte. Consequentemente, Moraes ataca Mendonça em defesa com 121 tópicos no STF para tentar invalidar todos os atos praticados pelo relator.
Fonte: Marcio Tumen Pinheiro
CNN Brasil
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