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MP-SP avalia intervenção judicial no Corinthians

Órgão ministerial conclui inquérito sobre dívidas e irregularidades no clube, e pode solicitar medida antes das eleições presidenciais de novembro.

Inquérito aponta irregularidades e rombo bilionário

O MP-SP avalia intervenção judicial no Corinthians após instaurar uma força-tarefa em maio para apurar irregularidades administrativas no Parque São Jorge. Integrantes de torcidas organizadas protestaram na sede social da agremiação nesta segunda-feira (12), cobrando mudanças na gestão do presidente Osmar Stábile. Além disso, a crise institucional ocorre em meio ao jejum de vitórias do time do Parque São Jorge no Campeonato Brasileiro, que acumula oito derrotas consecutivas na competição. A equipe da Promotoria de Patrimônio Público e Social investiga a dívida de R$ 2,8 bilhões, a desorganização dos poderes internos e contratos com suspeitas de fraude.

Os promotores Luiz Ambra Neto, André Pascoal e Silvio Antônio Marques lideram as investigações do caso. Nesse sentido, os membros do Ministério Público de São Paulo já colheram mais de dez depoimentos e reuniram três mil páginas de documentos. Além disso, a comissão apuradora prepara o relatório final para apresentar à Justiça nos próximos dias. Os investigadores analisam duas alternativas principais para o desfecho do inquérito civil. O órgão pode ajuizar a ação de intervenção ou propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a diretoria do clube.

Eleições presidenciais podem sofrer adiamento

Em contrapartida, a assinatura do TAC permitiria a manutenção dos atuais dirigentes corintianos no poder, desde que cumpram metas de correção fiscal. No entanto, fontes ligadas ao caso apontam a intervenção como o cenário mais provável devido ao volume de inconsistências encontradas. Paralelamente, o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, admitiu publicamente que a medida extrema deve adiar o pleito do clube. O calendário oficial prevê a votação para a presidência e o Conselho em 28 de novembro.

Um interventor nomeado pela Justiça assumiria a gestão financeira para corrigir falhas administrativas graves. A decisão judicial fixará os limites das atribuições do administrador provisório na sede corintiana. Nesse contexto, a medida deve impactar diretamente a candidatura à reeleição de Osmar Stábile. Por fim, a promotoria pretende definir os encaminhamentos jurídicos antes da votação dos associados. Diante das apurações do órgão ministerial, o MP-SP avalia intervenção judicial no Corinthians para reestruturar as finanças do Parque São Jorge.

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