Dois parlamentares lançaram campanhas paralelas para desafiar a liderança do atual presidente da Casa em 2027.
Os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) oficializaram suas pré-candidaturas à presidência do Senado nesta quarta-feira (4), em Brasília, com a meta conjunta de derrotar Davi Alcolumbre (União-AP). Os aliados desenharam uma estratégia de “pinça eleitoral”, atuando em frentes distintas para atrair votos do centro e de senadoras. Posteriormente, o grupo prevê a unificação em torno do nome mais viável. Dessa forma, a oposição busca consolidar um bloco coeso contra o favorito. A oficialização das chapas ocorreu em meio às articulações iniciais para o pleito de 2027, e o Palácio do Planalto não se manifestou. Por isso, a oposição articula candidatura dupla no Senado.
Paralelamente, os dois parlamentares pretendem testar a aceitação de suas propostas nas bancadas partidárias ao longo das próximas semanas. Marinho atuará junto aos setores conservadores, enquanto Tereza Cristina medirá seu alcance entre os partidos moderados. Assim, ambos cobrirão nichos eleitorais complementares antes de unificarem as forças da bancada oposicionista.
Estratégia política e alianças de bancada
Nesse sentido, a candidatura do parlamentar pelo Partido Liberal reforçou a união entre os grupos de direita. Ao lançar seu nome, o senador destacou o alinhamento com a colega de bancada na busca pela vitória no plenário.
“A senadora Tereza é nossa parceira, está do mesmo lado, comungamos das mesmas bandeiras, dos mesmos propósitos e juntos faremos o possível para derrotarmos o atual presidente, o senador Davi Alcolumbre”, declarou Marinho ao lançar a sua candidatura à presidência do Senado.
Além disso, analistas políticos apontam que a dupla possui sustentação expressiva para construir alianças viáveis no Congresso Nacional. O professor da Universidade de São Paulo (USP), Rubens Beçak, avalia que o peso das legendas garante legitimidade ao projeto da oposição.
“A candidatura do senador Rogério Marinho é natural porque ele é o líder do PL, a maior bancada em 2027. A candidatura da senadora Tereza Cristina já vinha sendo anunciada e ela se apresenta com a perspectiva de ser a primeira presidente mulher do Senado. Então, me parece que são duas pretensões escudadas em maiorias, com possibilidade de costuras políticas que as tornem não só legítimas, mas viáveis”, disse.
Em contrapartida, a decisão final sobre a desistência de um dos nomes ocorrerá nos meses que antecedem a votação oficial. Através desse movimento planejado, a oposição articula candidatura dupla no Senado.
Fonte:
Cristiano Carlos e Wesley Oliveira
A Gazeta do Povo