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Padilha rebate críticas sobre suspensão de produtos da Ypê e diz que decisão é técnica

Ministro da Saúde afirmou que suspensão de lotes da marca por risco sanitário não tem motivação política

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, rebateu as críticas sobre a suspensão de produtos da marca Ypê pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Assim, segundo ele, os vídeos contrários à decisão tentam transformar um parecer técnico em uma disputa política.

Na última semana, a Anvisa identificou risco sanitário por contaminação bacteriana em lotes da Ypê com numeração final 1, incluindo detergentes, e recomendou a suspensão do uso. Politizaram a questão, contudo, com movimentos ligados ao bolsonarismo dizendo se tratar de uma campanha para difamar a empresa

Ypê fez doação para campanha de Bolsonaro

Isso porque a família que controla a Ypê fez doações para a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2022. Como forma de protesto, apoiadores compartilharam vídeos nas redes sociais lavando o rosto, tomando banho e, até mesmo, bebendo produtos da marca.

“A acusação de perseguição a empresa não faz nenhum sentido. Técnicos da Anvisa, com a vigilância sanitária do governo do Estado de São Paulo — que não é do PT — e da prefeitura de Amparo — que o presidente Lula não indicou —, fizeram a inspeção que encontrou irregularidades na fábrica. E o governo Bolsonaro indicou o diretor da Anvisa responsável por essa área”, disse Padilha

“Ninguém está tentando destruir empresa nenhuma. Estamos falando de um risco sério. A bactéria que foi encontrada em produtos pode desenvolver resistência antibiótica. Não dá para arriscar”, acrescentou o ministro, reforçando que a Anvisa não tem lado partidário.

Padilha disse ainda que a Anvisa recebeu os vídeos compartilhados nas redes sociais e que está analisando o que pode ser feito por meios jurídicos. “Se você encontrar esses produtos na sua casa, não utilize, não jogue fora, não beba. Deixe guardado em um lugar seguro. Dependendo da decisão final da Anvisa, a empresa será obrigada a recolher e ter que ressarcir [os consumidores]”, orientou.

O que diz a Ypê?

Na sexta-feira (9), a Ypê conseguiu suspender a decisão da Anvisa que proibia a fabricação e comercialização de produtos da marca, após entrar com um recurso. Mesmo assim, a agência manteve o alerta de risco sanitário, orientando os consumidores a não utilizarem os produtos com lotes de final 1.

Ao comentar sobre a decisão, a Ypê reforçou o envio de esclarecimentos adicionais e subsídios técnicos relacionados à resolução da Anvisa. “A Ypê, assim, reafirma seu compromisso de 75 anos com a qualidade, a segurança e a transparência, como forma de encontrar uma solução definitiva para a situação, no menor tempo possível.”

A marca também reforçou que a decisão não impactou diversos outros produtos Ypê, desde detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes de outros lotes, com numeração final diferente de 1, além de linhas de lava-roupas em pó, amaciantes, água sanitária, sabão em barra, esponjas de aço e panos de limpeza – independentemente do lote.

Por fim, disse que “reconheceu os transtornos enfrentados pelos consumidores que tiveram dificuldades para entrar em contato” com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC). “Triplicamos nossa capacidade de atendimento para garantir mais agilidade e eficiência no suporte aos consumidores. […] Além de um novo canal digital, que oferece um atendimento mais prático e acessível.”

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