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Espriella diz que diálogo com grupos armados se esgotou

Novo presidente da Colômbia promete endurecer combate ao narcotráfico, retomar pulverizações de coca e construir megaprisões

O novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou nesta sexta-feira (12), em seu primeiro discurso no cargo, uma guinada na política de segurança e combate às drogas. Logo, ao afirmar que acabou a via do diálogo com os grupos armados ilegais.

“Começou o tempo da recuperação da ordem, da autoridade e da liberdade”, afirmou De la Espriella em seu discurso de posse, no Cantão Militar Pichincha, em Cali. Enquanto, os convidados da cerimônia acompanhavam suas palavras na Universidade Santiago de Cali, onde pouco antes prestou juramento.

O mandatário, que durante a campanha prometeu uma política de linha dura contra as organizações criminosas, declarou que “a opção do diálogo está completamente esgotada”. Portanto, em referência às negociações de paz com grupos guerrilheiros e facções criminosas de vários de seus antecessores.

“O Estado historicamente foi suficientemente nobre. O Estado sob o regime que terminou foi suficientemente cúmplice. Na hora do tigre, será contundente e frontal contra o crime”, acrescentou, diante de diversos militares e fazendo referência a seu apelido, “El Tigre”.

Fim do diálogo e retorno das pulverizações agrícolas

Nessa linha, De la Espriella assegurou que durante o seu mandato voltarão as pulverizações contra as plantações ilícitas de coca. Assim, defendeu o uso de herbicidas que, segundo ele, não afetarão a saúde humana nem o meio ambiente.

“Vou implementar a pulverização com herbicidas de última geração que não causam danos à saúde humana. Não violam o mandato da Honorável Corte Constitucional e não afetam de nenhuma maneira o meio ambiente”, disse.

De la Espriella enfatizou que “a coca trouxe morte, corrupção e destruição” e destruiu as florestas, deslocou os camponeses e tem sido “o combustível para o narcoterrorismo” na Colômbia.


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Segundo o mais recente relatório publicado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), a Colômbia tinha no fim de 2024 cerca de 261.000 hectares de plantações de folha de coca, 3,5% a mais do que as cultivadas em 2023.

Construção de megaprisões e combate ao narcoterrorismo

“Reafirmo minha intenção de derrotar sem trégua o narcoterrorismo, organizações criminosas que ameaçam a liberdade da Colômbia. Convido todos a nos constituirmos em defensores permanentes da pátria, porque chegou a hora da recuperação total da segurança e da liberdade”, acrescentou.

O novo presidente também afirmou que o seu governo construirá “megaprisões” destinadas àqueles que representem uma maior ameaça à segurança dos colombianos e advertiu os integrantes das facções criminosas e do narcoterrorismo que terão dois caminhos: “submeter-se ao império da lei ou enfrentar a força decidida do Estado colombiano e sua força pública”.

“Não haverá impunidade, eu os encontrarei e os levarei com determinação à justiça”, declarou.

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