Henrique Vorcaro foi alvo da sexta fase da Operação Compliance Zero, que investiga as fraudes do Banco Master
A Polícia Federal prendeu o empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, em Belo Horizonte (MG) nesta quinta-feira (14). Além disso, na sexta fase da Operação Compliance Zero, que investiga o esquema de fraudes do Banco Master.
Segundo a PF, ele é suspeito de praticar condutas de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos.
O ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prisão.
A Polícia Federal já havia buscado Henrique na segunda fase da operação, deflagrada em 14 de janeiro.
A operação também afastou uma delegada da Polícia Federal em Minas, suspeita de ajudar ilegalmente o grupo de Vorcaro. Ela é casada com um agente aposentado da corporação, que demandava a ela uma série de consultas, que foram feitas ilegalmente, de acordo com o que foi apurado pela polícia.
Ao todo, a PF cumpre nesta quinta (14) sete mandados de prisão e 17 de mandados de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
Além de Henrique Vorcaro, a Polícia Federal também prendeu um agente da corporação e hackers ligados a Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, funcionário de confiança de Daniel Vorcaro.
A Justiça pode condenar os alvos por crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.
“A Turma”
O grupo encabeçado pelo ex-dono do Master ajudado pela delegada afastada é conhecido como “A Turma”. Ele tinha como objetivo obter informações sigilosas e intimidar “críticos do conglomerado financeiro”.
Nas conversas da Turma, o grupo discutia ações contra indivíduos considerados opositores, entre eles jornalistas, ex-funcionários e outras pessoas que eles viam como adversárias de Vorcaro.
Logo, o grupo foi alvo da terceira fase da Compliance Zero. Assim, o grupo reunia Vorcaro, seu cunhado Fabiano Zettel e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. Além disso, Luiz Phillipi Mourão, o ‘Sicário’, que morreu dois dias após a polícia prendê-lo, após atentar contra a própria vida na cela da PF.
Por Anita Prado
SBT NEWS